União Europeia

Plano Juncker já ultrapassou os 500 mil milhões de euros de investimento

Comissão Europeia, Bruxelas. Fotografia: Kenzo Tribouillard / AFP
Comissão Europeia, Bruxelas. Fotografia: Kenzo Tribouillard / AFP

Em Portugal, o financiamento total foi de 3,7 mil milhões. As previsões são para que "mobilize investimentos adicionais" de 12,9 mil milhões

O Plano de Investimento para a Europa, vulgarmente designado por Plano Juncker, superou já a meta dos 500 mil milhões de euros de investimentos na União Europeia. Segundo a Comissão Europeia, desde julho de 2015, o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (FEIE), o pilar financeiro deste plano, “mobilizou investimentos adicionais de 514 mil milhões de euros em toda a União Europeia, tendo alcançado o objetivo visado seis meses antes do termo da iniciativa”.

Em comunicado, Bruxelas destaca mesmo que, ao longo dos últimos cinco anos, beneficiaram deste fundo “centenas de milhares” de empresas e projetos, “tornando a Europa mais social, mais ecológica, mais inovadora e mais competitiva”. Em Portugal, o financiamento total ao abrigo do FEIE eleva-se a 3,7 mil milhões de euros, sendo que as previsões são para que “mobilize investimentos adicionais” de 12,9 mil milhões. Salienta a Comissão que “este valor corresponde a um terço do valor total do investimento realizado na economia portuguesa em 2019”.

Criado para colmatar o défice de investimento resultante da crise financeira de 2008, o Plano Juncker começou por contemplar investimentos de 315 mil milhões de euros, valor que foi, em 2017, aumentado para os 500 mil milhões até ao final de 2020, com o alargamento do âmbito e da dimensão do FEIE. No total, foram aprovadas 1400 operações, com base numa garantia orçamental da União Europeia e nos recursos do Banco Europeu de Investimento (BEI), permitindo gerar os já referidos 514 mil milhões de euros de investimentos adicionais e apoiar cerca de 1,4 milhões de pequenas e médias empresas.

“O Plano de Investimento para a Europa foi coroado de êxito. Ao longo dos últimos cinco anos, o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos permitiu ao Grupo BEI financiar centenas de milhares de empresas e projetos, contribuindo assim para concretizar as nossas ambições com vista a tornar a Europa mais ecológica, mais inovadora e mais equitativa. Prosseguiremos a mesma via com o instrumento NextGenerationUE”, destaca a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em referência à iniciativa de investimento em resposta ao coronavírus, onde o FEIE terá, também, “um papel fundamental a desempenhar”, designadamente reforçando o Instrumento de Apoio à Solvabilidade, que tem por objetivo prevenir as insolvências das empresas na Europa.

Já o presidente do BEI defende, precisamente, que o FEIE pode servir de modelo a seguir no quadro das medidas a adotar em resposta à crise do coronavírus. “O facto de termos superado antes do tempo o montante nominal de 500 mil milhões de euros previsto para os investimentos a realizar atesta o poder da parceria. A execução do pilar financeiro do Plano de Investimento para a Europa, elaborado pela Comissão, tem sido uma honra e um desafio para o BEI. Estivemos à altura desse desafio devido, em grande parte, à excelente cooperação entre o banco e as instituições europeias e nacionais. O êxito desta iniciativa demonstra o que a Europa pode alcançar se dispuser dos instrumentos necessários: o nosso continente tornou-se mais social, mais ecológico, mais inovador e mais competitivo. Podemos e devemos tirar partido da nossa experiência para ultrapassar a crise atual. Ajudar-nos-á a moldar uma Europa de que nos podemos orgulhar”, diz Werner Hoyer.

Segundo Bruxelas, o FEIE permitiu financiar operações com “maiores riscos”, por se tratarem de projetos “altamente inovadores” e realizados por “pequenas empresas sem um historial de crédito”. Em Portugal, foram aprovados 24 projetos de infraestruturas e no domínio da inovação cujo montante total do financiamento foi de aproximadamente 1,3 mil milhões de euros, mas que irão alavancar investimentos totais de 4,8 mil milhões de euros.

Ao abrigo do Plano Juncker, foram aprovados 18 acordos com bancos e fundos intermediários financiados pelo Fundo Europeu de Investimento (FEI) com o apoio do FEIE. “Estes acordos, que se destinam a financiar 21 718 Pequenas e Médias Empresas (PME) e empresas de média capitalização em melhores condições de acesso ao financiamento, implicam um montante total do financiamento de 2,5 mil milhões, que se espera que mobilize investimentos totais de aproximadamente 8,1 mil milhões de euros”, destaca, ainda, o comunicado da Comissão Europeia.

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