aviação

Plenário do SEF do aeroporto de Lisboa afetou mais de três mil passageiros

(Fotografia: Carlos Manuel Martins/ Global Imagens)
(Fotografia: Carlos Manuel Martins/ Global Imagens)

O plenário, que decorreu entre as 06:00 e as 09:00, afetou 17 voos nas chegadas, totalizando 3.100 passageiros.

O plenário de domingo dos inspetores do posto de fronteira do aeroporto de Lisboa afetou 17 voos nas chegadas, abrangendo cerca de 3.100 passageiros, disse à Lusa fonte oficial da ANA – Aeroportos de Portugal, esta terça-feira.

Em resposta a questões colocadas pela Lusa, fonte oficial da gestora dos aeroportos disse que, devido ao plenário (que decorreu entre as 06:00 e as 09:00), houve “17 voos afetados nas chegadas, abrangendo cerca de 3.100 passageiros”.

No sábado, a ANA alertou para que os plenários dos inspetores do posto de fronteira do aeroporto de Lisboa no domingo e na quarta-feira poderiam afetar, nesses dias, o controlo de passageiros.

À Lusa, fonte oficial da ANA disse que, no domingo passado, “o abandono pela maioria dos inspetores do SEF [Serviço de Estrangeiros e Fronteiras] dos seus postos de trabalho na primeira onda do ‘hub’ de Lisboa [para participarem no plenário] teve consequências muito significativas, pois a quase interrupção do controlo de fronteira à chegada provocou tempos de espera de, e até, 02:30”.

Esse tempo de espera provocou, acrescentou na resposta escrita à Lusa, “além do desconforto para os passageiros que voaram várias horas, perdas de voos de conexão e atrasos na operação”.

A mesma fonte refere que o recurso a plenários “em plena hora de pico não é um ato isolado” e que “os sindicatos do SEF têm recorrido com regularidade, e certamente de forma propositada, a esse tipo de ações para maximizarem o impacto no funcionamento do serviço público, e contornar assim as obrigações legais de pré-aviso e de serviço mínimo aplicáveis às interrupções de trabalho por motivo de greve”.

Sobre as reivindicações, a fonte da gestora aeroportuária afirma que estão relacionadas “com as condições de trabalho dos inspetores do controlo de fronteira do Aeroporto Humberto Delgado”, em Lisboa, reivindicando o sindicato a “transferência de 204 avenças de estacionamento dos inspetores para um parque de estacionamento em contacto com o edifício terminal” (transferência do parque 6 para o parque 20).

“Entende esta presidência [do sindicato] que caminhar 200 metros entre o parque P6 e o terminal aeroportuário é um atentado à dignidade profissional e à privacidade dos inspetores do SEF, e que os três minutos necessários para percorrer essa distância é motivo suficiente para recusar a conclusão de um acordo de níveis de serviço, fixando objetivos de tempos de espera, sendo a conclusão desse acordo uma obrigação do Estado no contrato de concessão da ANA”, argumenta a fonte da empresa.

No entendimento da ANA, “os parques de contacto com os terminais são parques privilegiados para passageiros que são utilizadores pagadores do mesmo” e que a empresa “investiu e criou condições para que, no P6, as entidades públicas com funcionários que trabalham no Aeroporto Humberto Delgado possam ter, sem encargos, um lugar de estacionamento para viaturas próprias”.

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