PNI 2030

Construção pede “sentido de responsabilidade” aos partidos

Foto: D.R.
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Programa Nacional de Investimentos é “Imprescindível” para o desenvolvimento do país e “instrumento orientador essencial” para as empresas de construção, diz a CPCI

A Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário considera que o Programa Nacional de Investimentos (PNI 2030) é “imprescindível para o desenvolvimento” do país, constituindo um “instrumento orientador essencial” para que as empresas do setor possam programar a sua atividade e o emprego e apela “ao sentido de responsabilidade” dos partidos com assento parlamentar. “A competitividade e o desenvolvimento sustentável da economia, a coesão social e territorial, a mobilidade e acessibilidade de pessoas e bens e a comportabilidade financeira do investimento público são objetivos que têm de ser sustentados em decisões consensuais que sobrevivam aos ciclos políticos”, defende a CPCI em comunicado.

O Programa Nacional de Investimentos foi esta quinta-feira apreciado em Conselho de Ministros, que decidiu submetê-lo à Assembleia da República. O objetivo é que o programa, que estabelece os grandes projetos nacionais para a próxima década, com um investimento previsto de mais de 20,4 mil milhões de euros em áreas como os transportes, a mobilidade, o ambiente ou a energia, reúna o apoio de uma “maioria alargada”.

A Confederação da Construção lembra que, apesar da “premência amplamente reconhecida” do Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas (PETI 3+), a realidade mostra que “existe um grande desfasamento entre a calendarização e a execução”, pelo que, adverte, “o PNI 2030 tem de ter uma calendarização assumida, para que possa ser efetivamente concretizada”.

A confederação, presidida por Reis Campos, destaca, ainda, a “relevância” do Programa Nacional de Investimentos dado que 2018 “não correspondeu às expectativas” em termos de investimento público. “Nos primeiros dez meses do ano, registam-se quebras de 15% e de 7%, nos concursos promovidos e contratos celebrados, respetivamente, e, consequentemente, Portugal continuará a divergir de uma Europa que aposta, precisamente, no investimento, para assegurar o desenvolvimento económico sustentado e a competitividade da economia”, sublinha a CPCI.

 

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