Porto. InterContinental e Crowne Plaza com quebra de 50% nas receitas

A aposta é atrair os turistas nacionais e esperar que a partir de julho os europeus voltem a viajar.

A operação dos hotéis InterContinental Porto e Crowne Plaza Porto, do grupo internacional IHG, deverá registar este ano uma redução de 50% nas receitas devido ao impacto da pandemia do novo coronavírus. Só no período dos dois meses e meio de encerramento perderam cerca de 20% da receita anual. Agora e ainda só com o Crowne Plaza de portas abertas, a aposta é atrair os turistas nacionais e esperar que a partir de julho os europeus voltem a viajar.

"O ritmo de reservas é lento, principalmente devido às restrições de viagem dentro e fora da Europa", mas já começamos a sentir o impacto das nossas campanhas de comunicação e as reservas de verão vão aumentando gradualmente", diz Vincent Poulingue, diretor geral das duas unidades de luxo do grupo no Porto.

O IHG está a lançar campanhas em toda a Europa, com opções como reserve agora e pague mais tarde, outra focada nas reuniões de negócios – com flexibilidade dos termos e condições, e também, a designada IHG Heroes Rate, que prevê uma tarifa especial para os profissionais que ajudaram no tratamento da pandemia.

Localmente, "estamos a investir em campanhas de vouchers, omni-canal, on e offline, com descontos em várias áreas do hotel (bar, restauração e alojamento) e com um prazo de validade extenso", adianta Vincent Poulingue.

Retoma só em 2022

No Crowne Plaza Porto, reaberto a 15 de junho, foram implementadas as medidas de higiene e segurança, de acordo com as diretrizes da Direção-Geral de Saúde, a que se somou a aplicação de um protocolo de limpeza, denominado IHG Clean Promise, desenvolvido em parceria com os principais especialistas na área.

Como realça o responsável, a IHG Way of Clean já inclui limpeza profunda com desinfetantes de nível hospitalar e, daqui para a frente, existirão procedimentos evoluídos nesse âmbito em todas as áreas do hotel. O Crowne Plaza tem ainda o selo Clean & Safe do Turismo de Portugal.

Para já, o InterContinental mantém-se encerrado, sendo provável a sua reabertura em meados do próximo mês.

Devido ao impacto da pandemia no negócio, 90% dos funcionários dos dois hotéis foram abrangidos pelo regime de lay-off. Entretanto, alguns já regressaram ao trabalho, mas esse retomar será gradual e de acordo com a recuperação da atividade. Vincent Poulingue acredita que no terceiro trimestre deste ano seja possível voltar à normalidade.

O gestor está confiante que em 2022 a operação esteja ao nível de 2019.

 

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