tecnologias de informação

Porto já é um Tech Hub que atrai investidores

2ª conferência Porto Tech Hub esteve esgotadíssima, ontem, no Hard Club (antigo Mercado Ferreira Borges)

Foto: Amin Chaar / Global Imagens
2ª conferência Porto Tech Hub esteve esgotadíssima, ontem, no Hard Club (antigo Mercado Ferreira Borges) Foto: Amin Chaar / Global Imagens

Só entre as cinco fundadoras da Porto Tech Hub, estão a ser recrutadas mais de 150 pessoas ainda este ano.

Criada há três meses, a Associação Porto Tech Hub já tem trabalho para apresentar. Além do enorme êxito da 2.ª conferência internacional, ontem, no Hard Club, as três fundadoras já angariaram mais duas empresas associadas e, entre as cinco, já estão mudar a cidade.

“Queremos que o Porto seja conhecido como o local onde as empresas querem estar para investir em tecnologia de ponta”, resumiu o presidente da Câmara, Rui Moreira, nas boas vindas aos delegados internacionais da Google, do Spotify, da IBM, entre outros nomes sonantes. Entre eles, as “tripeiras” e fundadoras da Porto Tech Hub: Farfetch, Critical Software e Blip, às quais se somaram a Critical Manufacturing e a BySide.

Entre as cinco, estão a contratar mais de 150 pessoas das áreas de desenvolvimento de software e programação – talentos que escasseiam mundialmente. Para ajudar a resolver, a associação e a autarquia estão a desenvolver um projeto de requalificação de desempregados com capacidade para mudar de profissão, a começar em 2017, contando com as empresas, as universidades e os politécnicos para dar formação. A ideia é, depois, investir nos jovens no ensino secundário e, a seguir, logo no ensino primário.

Até 2020, vão faltar, só em Portugal, 15 a 20 mil profissionais de Tecnologias de Informação e Comunicação. Se conseguirmos formar ou requalificar metade, já vale a pena ”, avaliou Paulo Faria, da Direção da Critical Software e da Porto Tech Hub.

“A fuga de talento ainda é um problema. Mas também já começam a vir do estrangeiro para cá, por exemplo franceses, em busca da qualidade de vida e a fugir do terrorismo”, revelou.

Ainda este ano, o banco francês de investimento Natixis vai instalar, no Porto, o seu centro de desenvolvimento para o qual vai contratar 600 pessoas até 2019. Também o centro de desenvolvimento Euronext está prestes a instalar-se na Avenida da Boavista, para onde está a contratar 200 pessoas.

“Na Blip, já conseguimos ter engenheiros estrangeiros”, congratulou-se Andreia Aguiar, dos recursos humanos da empresa que está a reabilitar um armazém na Avenida Camilo para albergar 300 funcionários. Eram só 120 há um ano.

“Este ano, vamos contratar 150 pessoas e já temos mais de 100. Vamos mudar da Maia para a Baixa do Porto [Largo Tito Fontes]”, resume Nuno Vinagre, Talent Manager da Critical Software.

O próximo ano será de investimento no Porto e na BySide, segundo Afonso Santos. “Queremos investir porque podemos. Somos patrocinadores do Web Summit e temos novidades a caminho”, adiantou. Estão a contratar 10 pessoas.

Entre as fundadoras do Porto Tech Hub, o Natixis e a Euronext, há 751 vagas de trabalho em TIC na cidade do Porto, para começar já e/ou até nos próximos três anos.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Antonoaldo Neves, CEO da TAP Air Portugal. Foto: REUTERS/Regis Duvignau

TAP com prejuízos 118 de milhões em 2018

Roman Escolano, ministro da Economia de Espanha, Mario Draghi, do BCE, e Mário Centeno. Fotografia: REUTERS/Yves Herman

Portugal ainda satisfaz pouco nas reformas estruturais, mas supera nota da UE

Luís Máximo dos Santos é presidente do Fundo de Resolução e vice-governador do Banco de Portugal.

Banca só pagou 20% dos custos do Fundo de Resolução

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
Porto já é um Tech Hub que atrai investidores