segurança rodoviária

Porto quer mortalidade zero nas estradas até 2021

Plano Municipal de Segurança Rodoviária foi aprovado. Município propõe-se avançar com várias medidas, entre elas o desenvolvimento do cadastro digital

A Câmara do Porto aprovou hoje por unanimidade o Plano Municipal de Segurança Rodoviária, que se propõe alcançar, até 2021, a meta de zero mortos na rede viária municipal e uma redução de 30% dos acidentes com vítimas.

“É um objetivo ambicioso, temos essa consciência, mas sabemos que esta diminuição é alcançável”, afirmou o diretor municipal da Mobilidade e Transportes, Manuel Paulo Teixeira, na reunião do executivo camarário.

Para atingir estas metas, o município propõe-se avançar com várias medidas, desde logo o desenvolvimento do cadastro digital, a elaboração e publicação da Carta Municipal de Sinistralidade Rodoviária, a georreferenciação dos acidentes e o diagnóstico das áreas de atravessamento.

No âmbito do Plano Municipal de Segurança Rodoviária (PMSR), está ainda prevista a criação de uma estrutura autónoma constituída por três entidades: o Observatório Municipal de Segurança Rodoviária, a Estrutura Técnica de Apoio ao Observatório Municipal de Segurança Rodoviária e o Conselho Consultivo do Plano Municipal de Segurança Rodoviária.

Segundo o diretor municipal Manuel Paulo Teixeira, as ações que irão ser implementadas no PMSR, que assenta em quatro objetivos estratégicos, têm um custo global de cerca “1,85 milhões de euros/ano, “distribuindo-se por cada objetivo estratégico”, sendo a maior fatia destinada às intervenções em infraestruturas.

Entre 2011 e 2017, morreram 76 pessoas no Porto vítimas de acidentes rodoviários, tendo-se registado 117 feridos graves e 8.693 feridos leves num total de 7.371 acidentes com vítimas.

Segundo o documento, cerca de 57% dos acidentes com vítimas no Porto ocorrem em apenas 20 arruamentos, sendo as avenidas AEP e da Boavista as que registam mais acidentes.

No global, A Via de Cintura Interna (VCI) e a Estrada da Circunvalação são os arruamentos do Porto com maior acumulação de acidentes em 2017, contudo, estas vias não estão sob a alçada da autarquia.

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