Turismo

PortoBay abre novo hotel no Porto e já aposta em mais voos

PortoBay Flores, de 66 quartos, abriu com a categoria de cinco estrelas. Fotografia: Artur Machado/Global Imagens
PortoBay Flores, de 66 quartos, abriu com a categoria de cinco estrelas. Fotografia: Artur Machado/Global Imagens

Com novos projetos para o Algarve e a Madeira e dois hotéis abertos na Invicta neste ano, grupo olha para Espanha e já admite reforçar no Brasil

No centro histórico do Porto, o PortoBay Flores é o mais recente hotel do grupo liderado por António Trindade e o segundo na Invicta em pouco mais de meio ano. Nascido de uma parceria com um investidor estrangeiro, ficando a gestão nas mãos da família que deu vida ao grupo PortoBay, trata-se de um cinco estrelas com 66 quartos, spa e piscina interior, que surge integrado na traça de um palacete do século XVI – o grupo adquiriu o Hotel Teatro, na Baixa da cidade, em dezembro.

António Trindade não revela o investimento realizado nos dois hotéis. No PortoBay Flores, o custo do projeto é da responsabilidade do investidor, já no agora redenominado PortoBay Teatro o valor está de acordo com a “fase muito aquecida” do mercado. Como adianta, é “muito difícil adquirir unidades bem posicionadas por valores abaixo dos 200 mil euros por quarto”. Ainda assim, o gestor não fecha a porta a uma expansão adicional no Porto. O grupo “está abaixo dos 200 quartos e sentimos que temos potencial para ir acima disso”, diz, mas o objetivo é um produto próximo do rio Douro e com interesse patrimonial e histórico.

O PortoBay está a apostar na venda através das agências de viagens online (OTA) – o canal mais utilizado pelas cadeias hoteleiras – e em estreita ligação com os mercados com conexões aéreas. Como afirma António Trindade, “a acessibilidade aérea é o elemento determinante para a evolução” do turismo no Porto. Neste ponto, admite alguma preocupação com o crescente aumento da capacidade de alojamento. E alerta: “Temos de ter consciência de que ao aumento da oferta poderá acontecer não haver um acompanhamento da oferta do transporte aéreo.”

Outros voos
O grupo tem já outros dois projetos em carteira, um para o Funchal e outro para o Algarve. Em Lagos, está prevista uma unidade de cinco estrelas, de cem quartos, construída de raiz, num terreno com 40 mil metros quadrados junto às praias. O futuro estabelecimento pretende responder às carências do Algarve ao nível de produto novo e moderno. Estes investimentos vão integrar uma rede nacional que conta com unidades na Madeira (sete), Lisboa (duas), Porto (duas) e Algarve (uma).

Para o Brasil, o PortoBay tem planos de expansão a longo prazo. António Trindade reconhece que a presença do grupo neste mercado é ainda pequena – três unidades com pouco mais de 200 quartos -, mas “o país está muito volátil, tornando-se difícil alocar recursos”. No entanto, “olhando a dez anos, ficaria surpreendido se não tivéssemos uma maior dimensão neste país”, diz.

Portugal e Brasil já não chegam para as ambições de crescimento do grupo madeirense. O PortoBay prepara-se agora “para uma nova fase de procura” de novos mercados, com Espanha a assumir a liderança na lista das prioridades. O grupo “precisa de diversificar os mercados onde tem oferta, até para reduzir risco, sobretudo de investimento”, justifica. Agora, o objetivo é manter o foco nos hotéis de quatro e cinco estrelas, com localizações privilegiadas e a identidade da marca bem definida. Como diz, “somos muito paternais com os nossos hotéis” e isso “atrasa-nos quando comparamos com outros”.

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