Portucel e BCP entre as maiores apostas da Fidelity

"O top-20 do nosso fundo ibérico conta com uma posição de 2,6% da Portucel e 2,2% do BCP. A nossa carteira é atualmente composta por 13,4% de ações portuguesas, face aos 12% que componham a carteira no final do ano passado, e 70% espanholas", revelou Miguel Corte-Real.

O diretor de investimentos da Fidelity para as ações europeias sublinhou, num encontro com jornalistas, a Portucel como uma das empresas que "têm vindo a tornar-se mais competitivas e a registar uma quebra dos custos laborais". Neste campo surgem ainda a Jerónimo Martins e a Sonae SGPS, que também constam na carteira do fundo.

"Desde o início do ano temos diminuído o 'underweight' (ação com um peso abaixo da média na composição da carteira) na banca e agora temos 23% do sector no fundo, ou seja, temos vindo a aumentar a exposição à banca", disse o responsável.

Além do BCP e quanto ao sector financeiro, a carteira do fundo é ainda constituída pelos espanhóis CaixaBank, Popular e Santander. "Não só reconhecemos melhorias no sector como em termos de portfólio não podíamos ter uma exposição tão diminuta do sector", explicou.

O responsável da Fidelity adiantou que "temos ainda uma posição na EDP Renováveis mas é pouca, na Galp (devido ao Brasil), e na Portugal Telecom não temos qualquer posição. Temos vindo a reduzir a exposição às 'utilities' para 11% e nas 'telecoms' temos 2% face ao índice", adiantou. Na base desta decisão estão "a queda dos preços e das margens, e a pressão feita pelos reguladores".

Quanto a empresas espanholas, as apostas recaem na Inditex, MediaSet, Griffols, Amadeus, Aggrofoods, Viscofan e Antena 3, por "considerarmos que são empresas competitivas e com bons produtos".

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de