“Portugal, Cabo Verde e Timor Leste são plataformas privilegiadas pela sua competitividade fiscal”

Portugal, Cabo Verde e Timor-Leste são os países lusófonos com uma maior competitividade fiscal, mas o seu posicionamento geográfico também joga a seu favor na captação de investimento.

A ideia foi defendida durante a apresentação do relatório “Paying Taxes 2014” esta terça-feira em Lisboa – elaborado pelo Banco Mundial e pela PwC – por Jaime Esteves, sócio desta consultora.

“As três melhores posições da CPLP são ocupadas por Cabo Verde, Timor-Leste e Portugal e curiosamente são exatamente três das regiões com o posicionamento geo estratégico mais interessante em termos de funcionamento como plataforma quer de investimento, quer de serviços, quer de transação de bens” afirmou.

O fiscalista considera que o futuro alargamento do Canal do Panamá vai ter um papel importante na captação de investimento nestes três países. “Portugal pela sua confluência à entrada da Europa, pela forte ligação ao Atlântico Sul, mas também ao Pacífico com o futuro alargamento do Canal do Panamá”, disse.

“Pelas mesmas razões, Timor Leste pela sua inclusão no Pacífico também na rota de circulação dos grandes navios, também com o futuro alargamento do canal e Cabo Verde exatamente pelo seu posicionamento junto do Golfo da Guiné e a sua cobertura da Costa Leste de África”, acrescentou.

“Temos aqui três países que apresentam uma posição competitiva, favorável do ponto de vista fiscal, ainda que com necessidades de progressão, e com um posicionamento geo estratégico particularmente interessante”, defende.

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