Gestão

Portugal cai dois lugares, para 34º, no ranking da competitividade digital

Festival Nacional de Robótica, Gondomar
(Pedro Correia/Global Imagens)
Festival Nacional de Robótica, Gondomar (Pedro Correia/Global Imagens)

Empresas pouco ágeis, pessoal com pouca experiência internacional e baixa formação no trabalho são fatores que prejudicam a posição portuguesa.

Portugal caiu duas posições na edição de 2019 do ranking da competitividade digital do International Institute for Management Development (IMD), escola de gestão na Suíça que publica duas avaliações anuais aos fatores de competitividade em 63 economias. Ainda a meio da tabela, Portugal fica neste ano na 34ª posição do ranking que diz respeito à às vantagens no contexto da nova economia, dois lugares abaixo do lugar em que estava em 2018.

A classificação construída pelo instituto de gestão suíço, criada há três anos, tem em conta fatores como qualificações dos recursos humanos, regulamentação, capital disponível para apoiar o mercado digital e adaptação tecnológica, pesando indicadores estatísticos mas também de perceção. A lista é liderada pelos Estados Unidos pelo segundo ano consecutivo. Singapura, Suécia, Dinamarca e Suíça seguem atrás, por esta ordem.

Em comparação com o ano passado, Portugal surge agora atrás de Polónia e Eslovénia, dois países europeus que evoluem positivamente em domínios como a investigação e desenvolvimento e acesso às comunicações. A economia portuguesa fica, de resto, atrás de 16 Estados-membros da União Europeia, grupo onde a Suécia tem melhor posição. Mas adianta-se em relação a outros dez, incluindo Itália e Grécia.

Em termos de grandes fatores de competitividade, a agilidade dos negócios é, aliás, o que mais empurra Portugal para baixo. O capital disponível para o sector tecnológico também coloca o país num dos lugares mais baixos da tabela.

Decompostos em subfatores, os critérios com a pior marca estão relacionados com infraestruturas, com recursos humanos e com capacidade de gestão.

A pior classificação é a da penetração da rede de banda larga móvel. Destaca-se por colocar o país no 59º lugar em 63, e as exportações tecnológicas também o atiram para um 56º lugar.

Portugal está também a apenas a cinco lugares do fundo da tabela no que diz respeito à formação no posto de trabalho (58º) e igualmente entre os piores colocados no que diz respeito à experiência internacional dos seus quadros (54º).

Por fim, os gestores portugueses estão entre os menos capazes de se adaptarem às mudanças, ficando na 54ª posição.

Já a melhor classificação obtida por Portugal entre subfatores analisados decorre do enquadramento regulamentar, onde Portugal aparece com maiores vantagens. O país é o 5º mais bem classificado entre as mais de seis dezenas de países no que diz respeito às leis de imigração.

O segundo critério mais bem classificado tem que ver com a proporção de formados em áreas científicas (11º lugar), seguindo-se o número de utilizadores de Internet (12º) e o número de alunos por professor no ensino superior (13º).

No ranking de 2019, o IMD introduz pela primeira vez aspetos ligados à robotização da economia. Um primeiro classifica os países de acordo com o grau de automação aplicada ao ensino e à investigação. Portugal surge aqui no 34º lugar. Outro critério é o peso dos países na distribuição mundial de robôs, comPortugal a ficar na 31ª posição.

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