Investimento

Portugal captou 1,7 mil milhões de investimento do Reino Unido em dois anos

Eurico Brilhante Dias, secretário de Estado da Internacionalização 
(Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens)
Eurico Brilhante Dias, secretário de Estado da Internacionalização (Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens)

Portugal conseguiu, nos últimos dois anos, captar 1,7 mil milhões de euros de investimento direto do Reino Unido.

O número foi avançado à Lusa pelo Secretário de Estado da Internacionalização.

“É absolutamente assinalável”, disse Brilhante Dias, em entrevista à agência Lusa, acrescentando, que por causa do processo de saída da União Europeia (UE),’Brexit’, Portugal poderá ter recebido também fluxos de outros mercados que seriam antes dirigidos para o Reino Unido.

“Com tantas empresas a dizerem que querem deixar o Reino Unido, os portugueses perguntam o que é que Portugal tem feito para captar esse fluxo. E o que fizemos foi acompanhar esse fluxo, percebendo que é uma situação política ou diplomática muito complexa”, referiu Brilhante Dias.

O secretário de Estado adiantou ainda que desde o início da legislatura deste Governo, liderado por António Costa (2016), até ao final de março, foram contratualizados cerca de 2,7 mil milhões de euros de investimento direto para Portugal.

“Nós fechámos, até este mês, entre 2,6 e 2,7 mil milhões de euros de novo investimento direto contratualizado durante esta legislatura, ou seja, em 2016, 2017, 2018 e agora, já considerando o primeiro trimestre de 2019”, disse Brilhante Dias.

Trata-se de projetos de investimento direto com incentivos financeiros, com benefícios fiscais e com apoio à investigação e desenvolvimento.

“Isto é, em grande medida, uma confiança muito importante, de capital nacional, mas também de capital estrangeiro, no mercado português”, sublinhou.

Nestes valores não são considerados investimentos como os da Google ou da Volkswagen, por exemplo, porque esses nem sequer foram contratualizados, lembrou.

“Estes foram acompanhados por nós, mas não foram contratualizados. Vieram para Portugal sem incentivos, escolhendo Portugal pelos seus méritos como localização empresarial”, concluiu.

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