Emissão

Portugal coloca 850 milhões em Obrigações do Tesouro

Obrigações do tesouro para particulares serão complementares aos certificados

Esta é a segunda ida ao mercado para financiamento de longo prazo do terceiro trimestre deste ano.

Portugal colocou esta quarta-feira 850 milhões de euros em Obrigações do Tesouro (OT) a 10 anos à taxa de juro de 2,785%, inferior à verificada no anterior leilão comparável de julho (3,085%), foi anunciado.

Segundo a página da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) na Bloomberg, a procura atingiu 1.747 milhões de euros, o dobro do montante colocado.

No anterior leilão de OT com maturidade a 10 anos, que ocorreu em 13 de julho, o IGCP colocou 685 milhões de euros a uma taxa de juro média de 3,085%, superior à de 2,851% do leilão com o mesmo prazo realizado anteriormente.

Segundo Filipe Silva, diretor da gestão de ativos do Banco Carregosa, “este financiamento teve os custos mais baixos desde final de 2015, um ano que as taxas das emissões foram muito baixas”.

Recordando que em 2015 houve quatro emissões de dívida a 10 anos, todas com taxas baixas, Filipe Silva sublinha que “a taxa conseguida hoje aproxima-se desses níveis”.

“Portugal está a beneficiar dos bons dados económicos que tem divulgado, da revisão otimista da perspetiva do ‘rating’ [avaliação] da dívida por parte da Moody’s, uma grande ajuda vem das compras do BCE [Banco Central Europeu], mas também beneficia da própria folga financeira no financiamento do Estado que, com operações de troca e emissões tem conseguido alongar a maturidade da dívida”, afirmou ainda Filipe Silva.

Esta é a segunda ida ao mercado para financiamento de longo prazo do terceiro trimestre deste ano. No leilão de OT de julho, Portugal arrecadou um total de 1.000 milhões de euros (685 milhões de euros a 10 anos e 315 milhões de euros a 28 anos).

No programa de financiamento do terceiro trimestre, o IGCP previa a emissão de OT através da combinação de sindicatos e leilões, sendo esperadas colocações de 1.000 a 1.250 milhões de euros por leilão.

No que diz respeito ao financiamento de curto prazo, a agência espera emitir ainda até 1.750 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro (BT), a 20 de setembro.

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