Portugal com a segunda maior queda do emprego da zona euro

Emprego cresceu ligeiramente na zona euro
Emprego cresceu ligeiramente na zona euro

Nos primeiros três meses deste ano, o número de pessoas empregadas em Portugal caiu 0,3% em comparação com os dados do último trimestre de 2013, anunciou hoje o Eurostat. Em contrapartida, por comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o valor está 1,8% acima do observado então.

Os dados do Eurostat voltam a mostrar um arranque de 2014 pouco animador, depois das exportações terem caído e do PIB ter desiludido. É que é a primeira vez em três trimestres que a criação de emprego recua.

Pior do que a queda agora registada só no primeiro trimestre do ano passado, quando a taxa de emprego caiu 1,7%. No entanto, e coincidindo com uma maior confiança das empresas e dos consumidores, o emprego cresceu nos últimos três trimestres do ano passado. E, nos últimos três meses de 2013, o crescimento das pessoas empregadas em Portugal foi de 0,5%.

Com este registo pouco positivo, Portugal volta a andar em contraciclo com a Europa, já que tanto a zona euro como a União Europeia registaram um aumento da taxa de emprego.

Na zona económica, este indicador evoluiu positivamente (0,2%) no primeiro trimestre deste ano face ao mesmo período do ano passado, e ficou 0,1% acima do registado nos últimos três meses de 2013. Já na União Europeia a 28, o emprego cresceu 0,2% relativamente ao trimestre anterior e 0,7% face ao mesmo período do ano passado. Contas feitas, a UE a 28 regista 224,2 milhões de pessoas empregadas, das quais 146,1 milhões pertencem aos 18 países da zona euro.

Em comparação com os restantes parceiros europeus, Portugal foi o país com a segunda pior prestação de todas. Pior só mesmo o Chipre, onde o emprego recuou 1,2% no arranque deste ano.

Seja como for, o gabinete de Estatísticas Europeu afirma que os dados obtidos são consistentes com os registos nacionais de riqueza de cada um dos países da Europa e euro.

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