Portugal com expressão dramática de insucesso escolar

Quais os níveis de reprovação em Portugal? Em que assentam as repetências? E as aprovações técnicas resultam? EPIS debate insucesso escolar

Portugal está longe de conseguir resolver o problema do insucesso escolar. Depois de uma melhoria significativa entre 2001 e 2009, com uma descida grande do fenómeno da repetência, o número de alunos retidos voltou a subir. O retrocesso, mostra o estudo “Aprender a ler e a escrever em Portugal”, evidencia que a tendência de decréscimo não estava ainda consolidada.

O trabalho coordenado por Maria de Lurdes Rodrigues, e realizado por Isabel Alçada, João Mata e Teresa Calçada, analisa o sucesso e o insucesso escolar em Portugal e debruça-se sobre as regiões do país com maior fracasso, procurando deslindar a origem e abrir caminho à solução deste problema que afeta em Portugal mais alunos do que na média da OCDE.

De facto, Portugal é o segundo país da OCDE com mais reprovações precoces, logo depois da Bélgica. 17% dos alunos que participaram no PISA declararam ter repetido pelo menos uma vez logo no ensino primário.

Não é só: Portugal destaca-se ainda por ser o país do espaço da OCDE em que é maior a percentagem de alunos que chumbaram pelo menos duas vezes nos primeiros seis anos de escolaridade.

No âmbito do programa Agenda EPIS de investigação, o grupo que junta os empresários pela inclusão social, leva à Fundação Gulbenkian, em Lisboa, a análise destes quatro professores. A apresentação arranca às 11h00 desta segunda-feira e é presidida por António Vitorino, presidente da EPIS. A sessão de debate será moderada por Rosália Amorim, diretora do Dinheiro Vivo.

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