União Europeia

Portugal tem a décima maior taxa de pobreza da UE em 2015

Quatro anos de austeridade agravaram a pobreza em Portugal

Dados do Eurostat indicam que a taxa do país era de 26,6% no final do ano passado. A tabela passou a ser liderada pela Bulgária, com 41,3%.

Portugal é o país com a décima maior taxa de risco de pobreza e exclusão da União Europeia em 2015, descendo duas posições no ranking em relação ao ano anterior.

De acordo com as estatísticas divulgadas esta segunda-feira pelo Eurostat, o país tinha uma taxa de 26,6% no final do ano passado, menos 0,9 pontos percentuais do que em 2014. Esta descida constitui a sétima maior descida (com mais três países) entre todos os da UE, cuja média era de 23,7%.

A lista passou a ser liderada pela Bulgária com um taxa de 41,3%, mais 1,2 pontos do que em 2014, que ultrapassou a Roménia, que agora tem uma taxa de 37,3. Este país de Leste protagonizou, juntamente com a Hungria, a maior descida entre 28 países, com uma diminuição de 2,9 pontos.

A Letónia registou a terceira maior descida (-1,8 pontos), seguida por Malta (-1,4), Polónia (-1,3) e a Eslovénia (-1,2).

A Grécia, apesar de ter registado um decréscimo de 0,3 pontos face a 2014, continuou a ser o país com a terceira maior taxa em 2015 (35,7%).

Os países com a menor taxa continuam a ser a República Checa (14%), a Suécia (16) e a Finlândia (16,8%).

Não obstante a taxa ter descido em 19 países, houve quatro que registaram uma subida. A Lituânia (+2 pontos para 29,3%); o Chipre (+1,5 pontos para 28,9%), Bulgária e Itália (+0,6 para 28,7%).

Os dados do Eurostat indicam ainda que, em termos globais, a percentagem de pessoas em risco de pobreza e exclusão social desceu para níveis de 2008, depois de três agravamentos consecutivos entre 2009 e 2012.

Na comparação com o ano de 2008, antes do início da maior crise financeira mundial desde a Grande Depressão dos anos 30, Portugal é um dos treze países em que a taxa ainda está acima (0,6 pontos) do valor registado nesse ano.

A Grécia é o país com a maior subida no período em análise, com mais 7,6 pontos. O Chipre surge na segunda posição (+5,6), seguido pela Espanha (+4,1), Itália (3,4), Estónia (2,4), Malta (2,3), Holanda (1,9), Dinamarca (1,4), Suécia (1,1), Lituânia (1), e a Eslovénia (0,7). Abaixo de Portugal estão o Reino Unido e a Bélgica (+o,3 pontos).

Em sentido contrário, a taxa diminuiu em 10 países. A Polónia lidera esta tabela com menos 7,1 pontos do que em 2008. Na Roménia baixou 6,9 pontos e na Bulgária 3,5.

Nesta lista surgem ainda a Letónia (-3,3), Áustria (2,3), Eslováquia (2,2), República Checa (1,3), França (0,8), Finlândia (0,6) e Alemanha (0,1).

Quase 119 milhões em risco de pobreza

Em termos absolutos, os dados do Eurostat revelam que no final de 2015 havia 118,7 milhões de europeus em risco de pobreza e exclusão social, menos 3,1 milhões do que em 2014.

Portugal surge na 11ª posição com 2,7 milhões de pessoas nesta situação, menos 100 mil do que em 2014.

A Itália, com 17,4 milhões, é o país da UE com o maior número de pobres. O país registou ainda uma subida de cerca de 400 mil pessoas em relação ao ano anterior.

A Alemanha surge no segundo lugar com um total de 16 milhões (-430 mil), seguindo-se o Reino Unido, com 15 milhões, a Espanha (13,1) e a França (11 milhões).

Com mais pobres do que Portugal aparecem ainda a Polónia (8,7 milhões), a Roménia (7,4), a Grécia (3,8), a Bulgária (2,9) e a Holanda (2,8).

No fundo da tabela estão o Luxemburgo e Malta (90 mil), o Chipre (240 mil), a Estónia (310 mil), a Eslovénia (380 mil), a Letónia (610 mil) e a Lituânia (860 mil). Com menos de um milhão de pessoas encontramos ainda a Finlândia (900 mil) e a Eslováquia (960 mil).

 

 

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