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Portugal é o que mais sobe na compra de bens de grande consumo

Os supermercados continuam a ser o canal mais importante para as vendas de bens de grande consumo. Fotografia: Vítor Rios/Global Imagens
Os supermercados continuam a ser o canal mais importante para as vendas de bens de grande consumo. Fotografia: Vítor Rios/Global Imagens

Consumo aumentou 6,7% no final do ano passado, segundo a Nielsen. Supermercados são o canal de vendas mais importante.

Os consumidores portugueses estão mais confiantes. De acordo com os números mais recentes da consultora Nielsen, no último trimestre de 2017, o consumo nacional cresceu 6,7% em valor, o mais elevado entre todos os países estudados, entre eles França, Itália, Reino Unido, Espanha, Alemanha, Bélgica e Holanda. O relatório “Growth Reporter”, agora divulgado, que compara as vendas de bens de grande consumo em hipermercados, supermercados, lojas discount, grossistas e lojas tradicionais, mostra também que Portugal alcançou 84 pontos (mais dez pontos face ao período homólogo) no índice de confiança dos consumidores, acima de países como França ou Itália, e a apenas três pontos de alcançar a média europeia.

Em termos de valor, os supermercados continuam a ser o canal mais importante para as vendas de bens de grande consumo (66%), seguindo-se os hipermercados (26%) e os minimercados e as lojas tradicionais (8%). Ainda assim, os pequenos formatos estão a crescer acima da média (5,3%, em relação a um crescimento médio de todos os canais de venda de 4,2%), além de que “esta tendência demonstra que o consumidor está cada vez mais atento à conveniência e proximidade”.

No carrinho de compras dos portugueses entraram mais produtos de mercearia (38,3%), laticínios (18%), produtos de higiene (11,2%), bebidas alcoólicas (10,7%), produtos de limpeza (8,1%), bebidas não alcoólicas (6,9%) e produtos congelados (6,8%). A categoria mais dinâmica foi a das bebidas (cresceram 10,6% as não alcoólicas e 7% as alcoólicas). “Depois de um período de crise, o clima económico vivido em Portugal é favorável, com um aumento do PIB e dos preços, também suportado pelo crescimento da atividade turística. Além disso, a confiança dos consumidores portugueses cresceu significativamente, tendo atingido nos últimos trimestres valores nunca antes alcançados. Os consumidores portugueses acreditam que vão adquirir melhores condições profissionais e financeiras, refere Gustavo Núñez, “managing director” da Nielsen para a região ibérica.

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