Mercado de Trabalho

Portugal é o terceiro país da UE com mais temporários

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Pior só a Espanha e a Polónia. Jovens representam cerca de dois terços dos temporários.

Cerca de um quarto dos trabalhadores portugueses tinham um trabalho temporário, em 2018. É o terceiro valor mais elevado da União Europeia que se tem mantido assim desde o início do século, apenas ultrapassado pela Espanha (26,9%) e a Polónia (21,2%).

Ao longo dos anos têm-se registado ligeiras alterações, mas o país parece ter ficado agarrado à última posição do pódio entre todos os 28 países da União Europeia e da zona euro. A flutuação varia entre os 21% e os 22%.

A média da União Europeia é substancialmente mais baixa, fixando-se nos 14,1% do total de trabalhadores com idades entre os 15 e os 64 anos.

Os Estados-membros com a proporção mais baixa de temporários são a Roménia (1,1%), a Lituânia (1,6%), Letónia (2,7%), Estónia (3,5%) e Bulgária (4%).

O Eurostat define “temporários” como as pessoas “que têm um contrato a termo fixo ou cujo trabalho irá terminar se determinado objetivo for atingido, como a conclusão de um projeto ou o regresso da pessoa que estava a ser temporariamente substituída”. De acordo com um relatório da Comissão Europeia publicado no ano passado, em Portugal, “cerca de 82% dos empregados temporários estavam nesta situação involuntariamente.”

Jovens em maioria

Depois do aumento registado entre 2013 e 2015, o número de jovens entre os 15 e os 24 anos com contratos de trabalho temporários tem vindo a descer desde então. Mesmo assim, quase dois terços (64,5%) dos trabalhadores temporários são jovens.

O valor é também um dos terceiros mais elevados da União Europeia. À frente de Portugal só a Espanha e a Eslovénia, sendo que no país vizinho, a proporção ultrapassa os 70%.

Em termos de distribuição por género, o trabalho temporário afeta de forma igual homens e mulheres.

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