dívida pública

Portugal emite dívida de curto prazo a taxas negativas históricas

Cristina Casalinho, presidente do IGCP
Cristina Casalinho, presidente do IGCP

O Tesouro emitiu 1100 milhões de euros de dívida a três e 11 meses, a taxas ainda mais negativas do que em emissões anteriores.

O IGCP realizou esta manhã um duplo leilão de bilhetes do Tesouro. Colocou 1200 milhões de euros a taxas negativas recorde.

No leilão a três meses colocou 300 milhões de euros , a uma taxa de menos 0,417%. A procura excedeu a oferta em 3,57 vezes.

Na maturidade a 11 meses foram emitidos 800 milhões de euros, a uma taxa negativa de 0,393%, com a procura a superar a oferta em 1,79 vezes.

“Portugal continua a emitir dívida de curto prazo junto aos mínimos históricos, mas mesmo assim as taxas portuguesas são mais atrativas quando comparadas com as taxas das dívidas europeias de curto prazo”, afirma Filipe Silva, diretor da gestão de ativos do Banco Carregosa.

“Estamos a começar o ano a emitir a taxas negativas, à semelhança do que aconteceu em 2017, ano em que todas as emissões de Bilhetes do Tesouro foram feitas a taxas negativas. São boas notícias para o custo médio da dívida portuguesa”, sublinha Filipe Silva.

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