Portugal está "no caminho certo" para a independência energética em 2030

Objetivo em Portugal passa por "utilizar, cada vez menos, origens fósseis", socorrendo-se de recursos como água, sol e vento, diz Matos Fernandes.

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, assegurou hoje, em Lisboa, que Portugal está "no caminho certo" para alcançar a independência energética em 2030, utilizando "cada vez menos" recursos fósseis.

"Portugal está mesmo no caminho certo se virmos quais são as projeções e as preocupações no que à energia diz respeito. A instabilidade está em torno dos combustíveis fósseis que reclamam uma, cada vez maior, capacidade de independência dos países e Portugal está a tê-la", garantiu o ministro do Ambiente e Transição Energética, que falava aos jornalistas após a apresentação do relatório 'World Energy Outlook 2018'.

Segundo o governante, o objetivo em Portugal passa ainda por "utilizar, cada vez menos, origens fósseis", socorrendo-se de recursos como a água, o sol e o vento, "necessários para, como investimento certo e a tecnologia certa, ser completamente independente do ponto de vista energético em 2030".

Enumerando algumas dos destaques do relatório, Matos Fernandes explicou que, nos próximos anos, o continente africano vai "ganhar qualidade de vida", sublinhando que isso implica também colocar pressão "no consumo de recursos", em particular, energéticos.

"Aqui Portugal, pelas suas relações históricas, mas não só, está a ter um papel, financiando, através do fundo ambiental, para garantir que ao bem-estar que todos queremos que no continente africano todos venham a ter, isso não tenha que corresponder, necessariamente, a um modelo como foi o europeu, cortando o consumo de matérias-primas e de energia", acrescentou.

Por sua vez, o secretário de Estado da Energia, durante a sua intervenção no encerramento da apresentação do 'World Energy Outlook 2018', sublinhou que, tendo em conta os objetivos estipulados para 2030, "os desafios devem ser enfrentados com uma abordagem comum".

João Galamba considerou ainda que o setor está a sofrer alterações, sendo "imperativo que sejam tomadas escolhas corretas, tendo em conta a mudança para uma economia baixa em carbono".

Já o diretor executivo da Agência Internacional de Energia, Faith Birol, afirmou, após a apresentação, que Portugal "está a fazer um conjunto de conquistas impressionantes" no que concerne às renováveis.

"Por exemplo, em 2018, as emissões globais aumentaram e apenas num pequeno grupo de países é que declinaram, Portugal registou o decréscimo mais impressionante e isso acontece no momento em que a economia portuguesa regista um crescimento importante", concluiu.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de