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Portugal mantém 34º lugar no ranking do Fórum Económico Mundial

Forum Económico Mundial
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País volta a obter a melhor pontuação na saúde e a pior na capacidade de inovação.

A economia portuguesa mantém este ano a 34º posição do ranking de competitividade do Fórum Económico Mundial, o Global Competitiveness Index 4.0, índice que desde o ano passado reformulou a maioria dos indicadores de cálculo para passar a avaliar os países numa escala de aproximação à inovação. A pontuação portuguesa sobe apesar de tudo ligeiramente, em duas décimas, para 70,4 pontos em 100.

A esperança média de vida com saúde, à semelhança do ano passado, é razão da nota mais alta dada ao país, na vertente de capital humano – 94 pontos. Já a capacidade de inovação, agora enfoque principal do estudo, vale a pontuação média mais baixa (54 pontos), suportada em indicadores como um fraco protagonismo das instituições de investigação, baixo número de patentes registadas ou uma limitada participação internacional em invenções.

A classificação portuguesa está a ser apresentada na manhã desta quarta-feira na AESE Business School, em Lisboa. O estudo, também organizado em Portugal pela Associação para o Desenvolvimento da Engenharia Proforum e pelo Fórum de Administradores e Gestores de Empresas (FAE), voltou este ano a sofrer uma revisão metodológica. O peso dos indicadores subjetivos, assentes nas opiniões de empresários inquiridos, cai de 70% para 30%, numa tentativa de limitar enviesamentos de análise. Em Portugal, há este ano 149 empresas na amostra.

Este ano, o ranking não surge acompanhado de uma lista das principais preocupações manifestadas pelos empresários. Ainda assim, a equipa portuguesa que apoia o Fórum Económico Mundial, liderada por Ilídio de Ayala Serôdio, destaca oito dos indicadores que mais arrastam Portugal para baixo, relacionados com fiscalidade, legislação laboral e capacidade do sistema financeiro.

São apontadas a complexidade de tarifas (113ª posição no grupo de 141 países), ainda que comum aos restantes países europeus, a facilidade de resolução de litígios (113ª), os impostos sobre os rendimentos do trabalho (115ª), a mobilidade laboral (120ª), o nível de crédito malparado (121ª), a facilidade de despedir ou contratar (121ª), os rácios de capital da banca (123ª) e as opiniões das empresas sobre a solidez da banca (125ª).

A pontuação portuguesa, também por efeito das revisões do cálculo dos últimos dois anos, tem vindo a subir desde 2016, estando próxima dos seus níveis mais elevados, obtidos nos anos de 2002 a 2005. Já a posição relativa do país mantém-se abaixo desses anos, após a entrada de um grande número de novos países para o estudo do Fórum Económico Mundial. Em 2005, Portugal chegou a ocupar a 22ª posição do ranking.

Em 2019, é Singapura que lidera na classificação do Fórum, com 84,8 pontos em 100, e seguida dos Estados Unidos, da região administrativa especial de Hong Kong, da Holanda, Suíça, Japão, Alemanha, Suécia e Reino Unido. Chade, Iémen, República Democrática do Congo, Haiti, Moçambique, Angola, Burundi, Mauritânia, Venezuela e Madagáscar surgem nos últimos lugares.

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