Portugal quer deixar de ver apenas os barcos a passar

Náutica de recreio está a crescer
Náutica de recreio está a crescer

Todos os anos, Portugal vê passar literalmente ao largo 10 a 15 mil embarcações de recreio e não consegue captar parte desse negócio que poderá valer, para o ano, 27,2 milhões de euros a nível mundial porque não há uma oferta integrada. Essa é a convicção do projeto Portugal Náutico, uma rede promovida pela Associação Empresarial de Portugal (AEP) e já com uma centena empresas que pretendem associar-se para criar oferta turística destinada a esse nicho.

“Muito simplesmente, o objetivo é construir uma cadeia de valor para o produto náutico, combatendo a atomização das estratégias a nível territorial em Portugal e de forma a entrar nesse segmento que cresce 10% ao ano a nível global”, resumiu Sérgio Ribeiro, do projeto Portugal Náutico, apresentado há dias no I Encontro Portugal Náutico.

A nível de turismo náutico, calcula-se que o país terá hoje, entre investimentos públicos e privados em Tróia, Parque das Nações, Madeira e Alqueva, entre outros, cerca de 16 mil postos de amarração, um valor considerado suficiente para competir à escala global e, pelo menos na Europa, estar ao nível de países como a França, Espanha, Inglaterra, Itália ou Holanda.

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“Há que pensar que as embarcações de recreio – outro segmento que cresce 5% a 10% ao ano – precisam de ficar acostadas durante o Inverno. O proprietário precisa de um transporte para ir para o aeroporto, precisa de um restaurante onde comer, de um hotel onde ficar alojado ou pode aproveitar para visitar outras zonas do país. Hoje, a oferta está dispersa e não é atrativo deixarmos o turista encarregar-se de tudo isso, daí a importância de conjugarmos oferta de empresas nesta rede”, adiantou ainda a mesma fonte.

Paulo Nunes de Almeida, presidente da AEP, apelou à “participação de todos os agentes ligados à economia do mar nas atividades do projeto Portugal Náutico”, sublinhando estar convencido que “com o contributo empenhado de todos será possível dinamizar negócios e criar valor para a fileira portuguesa da náutica de recreio”.

O Portugal Náutico tem, ainda, o apoio da Oceano XXI – Associação para o Conhecimento e Economia do Mar e o co-financiamento do Compete, no âmbito do QREN.

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