Economia

Portugal regista excedente orçamental de 0,4% no primeiro trimestre

Imagem do Bairro do Castelo. (Gonçalo Villaverde / Global Imagens)
Imagem do Bairro do Castelo. (Gonçalo Villaverde / Global Imagens)

INE revelou esta segunda-feira o saldo orçamental relativo ao primeiro trimestre. Meta do governo é 0,2%

Portugal registou um excedente orçamental de 178,5 milhões de euros no final de março, mostra esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). Isto equivale a 0,4% do PIB nacional.

“Tomando como referência valores trimestrais, o saldo das Administrações Públicas (AP) foi positivo no 1º trimestre de 2019, fixando-se em 0,4% do PIB”, revelou o gabinete de estatísticas nacional, recordando que no primeiro trimestre de 2018, Portugal apresentava um défice orçamental de -1%.

Face ao trimestre homólogo, no 1º trimestre de 2019 a despesa total e a receita total aumentaram 2,6% e 6,2%, respetivamente, acrescenta o INE.

Mário Centeno prevê que Portugal ainda feche o ano com um défice de 0,2%. O FMI concorda com esta previsão mas, para a Comissão Europeia, 2019 fechará com um saldo orçamental negativo de 0,4%. O Conselho de Finanças Públicas fica a meio caminho e aponta para 0,3%.

Portugal é um dos poucos países da UE que não apresentará um saldo orçamental positivo em 2019.

Em abril deste ano, após a entrega do Pacto de Estabilidade (PE) no Parlamento, Mário Centeno justificou a descida persistente no défice com a necessidade de respeitar compromissos e “enfrentar um mundo com riscos e incertezas” e “a eventualidade de uma conjuntura desfavorável” nos próximos anos. Isto é, a ideia é ter folga orçamental para poder reagir contra uma possível nova crise ou recessão.

Aquando do PE o governo reviu as suas perspetivas em baixo em toda a linha. O défice, que se previa há um ano em 0,3%, em 2019, passou para 0,2%. Para 2020, o governo passou a antecipar um excedente de 0,7%, superior ao que se calculava no PE de abril de 2017, que apontava para 0,4%.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, atribui excedente à dinâmica da economia.

O Instituto Nacional de Estatísticas, nas Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional, divulgadas esta segunda-feira, assume que a economia portuguesa apresentou uma necessidade de financiamento de 0,2% do PIB no primeiro trimestre deste ano.

“Na origem deste resultado esteve o saldo negativo nas transações de bens e serviços com o exterior, com as importações e exportações a registarem taxas de variação de 2,1% e 1,0%, respetivamente”, indica o INE.

 

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