Fórum Económico Mundial

Portugal ultrapassado pela Polónia, Malta, Azerbaijão e Maurícias

O país até melhorou em alguns indicadores, como a educação primária e o crédito bancário, mas desceu noutros, como a regulação e solidez dos bancos.

Portugal foi ultrapassado por países como a Polónia, Malta, Azerbaijão e Maurícias no Ranking Mundial de Competitividade do Fórum Económico Mundial (WEF, na sigla em inglês).

O país perdeu oito lugares e caiu para a 46ª posição do ranking de 2016/2017, que continua a ser liderado pela Suíça pelo oitavo ano consecutivo numa lista de 138 países.

Depois de no ano passado ter sido ultrapassado pela República Checa e a Lituânia, Portugal foi agora deixado para trás pela Itália, Índia – o país que mais subiu (para 39º) no ranking este ano — , Panamá e Rússia. Entre os 28 da União Europeia, o país só consegue uma classificação melhor do que nove países, entre eles Letónia, Bulgária e a Grécia.

Este ranking é elaborado com base em 12 pilares que se desdobram em 114 variáveis/indicadores.

Portugal, apesar de ter conseguido subir em indicadores como a Educação primária (mais 32 posições) e o crédito bancário (mais 27), registou uma descida em vários outros que “tiveram uma grande influência negativa no ranking, em especial na área financeira” salientou Luís Filipe Pereira, presidente do Fórum de Administradores e Empresas (FAE), na apresentação do relatório, esta quarta-feira.

A FAE é a entidade que, conjuntamente com a Associação para o Desenvolvimento da Engenharia promove o inquérito anual junto dos empresários que serve de base à classificação do ranking.

As melhores posições no ranking são obtidas nas tarifas alfandegárias (5º lugar), no número de dias para iniciar um negócio (6º) e na qualidade das estradas (9º).

“Portugal continuou a registar melhorias em aspetos importantes como a facilidade de criação de negócios, área em que ocupa a 6ª posição (em 2006 estava em 89º lugar) e obteve ganhos na flexibilização do mercado laboral na determinação de salários”, refere o relatório do WEF.

O país desceu 43 lugares na Regulação dos mercados financeiros e nove posições nas Solidez dos bancos.

O WEF aconselha Portugal “a não abrandar o seu esforço reformista com vista a ultrapassar constrangimentos macroeconómicos, como sejam um elevado défice (96º lugar) e uma enorme dívida pública (134º), propondo intervenções no fortalecimento do acesso aos mercados de capital (100º)”.

Em termos globais, o WEF considera que “as medidas de estímulo monetário, como o ‘quantitative easing’, não estão a ser suficientes para sustentar o crescimento e devem ser acompanhadas por reformas na competitividade”.

“O declínio dos últimos dez anos na abertura das economias em todas as fases de desenvolvimento constitui um risco para a capacidade dos países para crescer e inovar”, lê-se ainda no relatório.

 

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