Indústria Têxtil Vestuário

Portuguesa Natcal instala tinturaria no Cairo

Carlos Couto, CEO da Natcal, na Colombiatex
Carlos Couto, CEO da Natcal, na Colombiatex

Empresa da Maia dedica-se à compra e venda de máquinas recondicionadas para a indústria têxtil

A má sorte de uns é a oportunidade de outros. A Natcal que o diga. A empresa da Maia começou por operar como agente de fabricantes europeus de maquinaria para a indústria têxtil, no entanto, a liberalização do mercado mundial, e os seus duros efeitos sobre a fileira, levaram-na a ter de procurar novos segmentos de mercado. O enorme desaparecimento de empresas que não resistiram à nova ordem mundial foi o ponto de partida para um novo negócio.

“A partir de 2004, e com os encerramentos de empresas em massa em países como Portugal, França, Espanha e Itália, começou a ser difícil a venda de equipamentos novos. Por outro lado, as empresas que desapareciam deixavam disponíveis uma série de equipamentos em segunda mão, mas de boa qualidade. Começamos a fazer a sua compra e recuperação para revenda, mas o mercado nacional, por si, não era suficiente para absorver todos estes equipamentos. Começamos, então, a exportar”, explica Carlos Couto, o CEO da Natcal.

A empresa, que este ano comemora 30 anos, conta agora com armazéns na Maia e em Fafe e com uma equipa técnicos que asseguram os serviços de montagem, desmontagem e recuperação dos equipamentos. Com uma faturação média da ordem dos 1,5 a dois milhões de euros ao ano, a Natcal vende, hoje, os seus equipamentos para países tão diferentes como o Paquistão, a Índia, o Vietname, o Egito, o Bangladesh, o Equador, o Peru ou a Colômbia.

Presente pelo sétimo ano consecutivo na Colombiatex, a mais importante feira do setor têxtil na América Latina, que esta quinta-feira terminou na Plaza Mayor, em Medellín, a Natcal consegue nos mercados externos cerca de 70% das suas vendas. Mas o mercado nacional tem vindo a reforçar o seu peso. “A indústria têxtil portuguesa está em franca recuperação o que implica maior necessidade de compra de equipamentos. Muitas empresas estão a fazer um upgrade das suas máquinas, deixando disponíveis no mercado as que tinham”, diz Carlos Couto.

E por serem equipamentos em segunda mão, não se pense que se trata de máquinas de menor valor. “O Bangladesh é o único país que, realmente, só compra barato. Nos restantes mercados, vendemos para empresas tecnologicamente muito avançadas, mas, também, para unidades que estão a arrancar e que não querem começar investindo em equipamentos novos”, explica.

O segmento de revenda assegura hoje, praticamente, 90% das venda da Natcal. Em novembro, Carlos Couto destacou os seus técnicos para a Nicarágua para aí instalarem um secador especial para malhas. Em fevereiro irá montar, no Cairo, uma unidade completa de tinturaria, equipamentos e estamparia. Um cliente já com tradição no negócio, mas que quis duplicar a sua capacidade de produção, instalando, de raiz, uma nova unidade. Carlos Couto esteve na Colombiatex à procura de novos clientes, para aumentar a sua base no mercado, bem como assegurar um acompanhamento mais próximos aos já existentes.

* A jornalista viajou a convite da Inexmoda

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