Comércio online

Portugueses entre os europeus que mais fazem compras em sites estrangeiros

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O que está a mudar na forma como os europeus estão a comprar online? E onde compram os portugueses? O barómetro E-Shopper 2018 faz o retrato

Os portugueses estão entre os europeus onde as compras online em websites fora de fronteiras representam a maior fatia das compras online realizadas o ano passado: 27,6%. Mais elevado só mesmo a Croácia (29,6%), Irlanda (28,6%) e Letónia (27,9%). Portugal ocupa a quarta posição, com a Eslovénia, com 27,5%, a fechar o Top 5 dos países com o maior peso de compras online transfronteiriças, diz o barómeto E-shopper 2018, realizado pela Kantar/TNS para o DHP Group.

Cerca de 65% dos e-shoppers europeus fizeram uma compra transfronteiriça na Europa, em particular a partir de websites localizados no Reino Unido (27%), Alemanha (26%) e França (13%). Mas outras geografias estão a ganhar peso. “Cerca de 67% dos e-shoppers compraram num website localizado fora da Europa: dois pontos percentuais acima de 2016. Estes e-shoppers compram em websites na China (47%), nos Estados Unidos (31%) com aqueles que estão a em busca de achados a preferir a China. Para os que procuram marcas ou produtos que não estão disponíveis localmente, os EUA é o destino preferido, seguido da Europa, mas a China é o país que a maioria dos e-shoppers transfronteiriços preferem”, adianta o barómeto, produzido para o grupo dono da Chronopost e SEUR, empresas de entregas de encomendas, com base em mais de 24 entrevistas online em 21 países.

Leia ainda: Portugueses gastaram 4,6 mil milhões de euros em compras online

Uma tendência de compra em sítios no exterior que não deverá abrandar: 33% de e-shoppers que nunca compraram online num site fora do país estão dispostos a fazê-lo. E Portugal (mais 10 pp em relação a 2016) e Itália (+6 pp) lideram.

Quais os impedimentos para mais compras transfronteiriças? Segurança e proteção de dados pessoais, particularmente importante para França (51%) e Reino Unido (48%), mas para outros mercados europeus o tema de fees adicionais é o maior impedimento para 47% dos inquiridos.

Devolução é oportunidade para e-retalhistas

Este tipo de consumidores digitais são na maioria homens (entre os 18-34 anos), 57% dos quais já compra online e de forma intensiva nos últimos 5 anos. A maioria faz compras preparadas e funcionais, mas 32% já fez uma compra impulsiva num website estrangeiro.

E 10% depois de comprar já fez uma devolução. E não estão só nesse comportamento. A devolução de itens comprados online está a subir: globalmente o ano passado 10% dos e-shoppers europeus fizeram uma devolução, mais 4 pp do que em relação a 2017. “Cerca de 16% dos compradores intensivos e 21% dos novos compradores devolveram o último item que compraram online”.

Uma oportunidade para os e-retalhistas, diz o barómetro. “Para os e-retalhistas o processo de devolução deve ser abordado como uma oportunidade para interagir com os clientes e para aumentar globalmente a sua satisfação tornando o processo o mais fluído possível. Mais, os e-shoppers, em geral, e novos compradores em particular, esperam uma experiência de devolução fácil, caso isso não aconteça prejudica a reputação de um website”. E aqui há espaço para melhoria, avisa o barómetro, com apenas 52% dos compradores online a considerar ter tido fácil fazer a devolução de um produto.

Os programas de fidelização são fórmulas que poderão ajudar os e-retalhistas: 25% dos compradores online aderiram a um programa de fidelização e 15% dos novos compradores digitais pensa fazê-lo nos próximos meses. As redes sociais são igualmente um instrumento poderoso, com 31% dos e-shoppers a fazer compras num website devido a publicidade nas redes sociais ou devido a blogues ou vídeos de influenciadores.

Como compram e o que compram?

O smartphone está a transformar-se numa ferramenta de compra online: o ano passado 46% dos compradores recorreram ao telemóvel para fazer as suas compras, mais 6 pp do que 2017, uma tendência ainda mais pronunciada nos millennials, com 62% a fazer compras online no telemóvel.

E o que compram? A moda continua a ser a categoria mais popular nas compras online, seguida de calçado e produtos de beleza, com 55% dos e-shoppers a adquirir um produto desta categoria. Mais, 85% dos que compraram estão dispostos a continuar a adquirir produtos nesta categoria no futuro.

 

Leia ainda: Viagens, livros? O que compram online os portugueses está a mudar

 

Mas há outro tipo de categorias que estão a ganhar expressão. “A penetração de comida e bebida atingiu um crescimento digno de registo, atingindo 16% dos compradores online: uma subida de 2 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Este mercado é bastante popular entre os compradores intensivos, representando 10% em termos de volume de compras”, diz o barómetro.

Nem sempre os compradores digitais completam a sua compra, com 90% dos compradores online a fechar o website sem realizar uma compra. Mas se começaram um processo, tendo colocado produtos no carrinho, há fortes probabilidades de numa fase posterior concluir a compra: 41% faz isso. Portugal (com 49%) está entre o Top 3 dos países dos consumidores que interrompem a sua compra para mais tarde regressar, valor superior só mesmo na Áustria (56%) e Hungria (53%).

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