Coronavírus

Portugueses estão um pouco mais otimistas depois de quebra em abril

Utentes à saída de um cacilheiro da Transtejo/Soflusa proveniente de Lisboa, em Cacilhas, Almada. MÁRIO CRUZ/LUSA
Utentes à saída de um cacilheiro da Transtejo/Soflusa proveniente de Lisboa, em Cacilhas, Almada. MÁRIO CRUZ/LUSA

Indicador de confiança registou em maio maior aumento de sempre depois de forte redução em abril. Clima económico também recuperou ligeiramente.

Os portugueses estão mais confiantes agora, depois da forte quebra deste indicador no mês de abril. O desconfinamento teve um efeito de otimismo nos consumidores e nas empresas, revela o Instituto Nacional de Estatística.

“Em maio, o indicador de confiança dos consumidores recuperou parcialmente, registando o maior aumento da série, após ter apresentado em abril a maior redução face ao mês anterior e o valor mínimo desde maio de 2013”, refere o destaque do INE divulgado esta quinta-feira, 28 de maio.

Esta evolução estará ligada ao desconfinamento gradual iniciado no início do mês. “Os períodos de recolha de informação decorreram entre 04 e 15 de maio, no caso do inquérito aos consumidores, e entre 01 e 22 de maio no caso dos inquéritos às empresas, quase coincidindo com a primeira fase do plano de “desconfinamento” (de 04 a 17 de maio), sendo possível que tal tenha contribuído para a alteração de sentimento que se verificou em alguns dos inquéritos”, frisa o gabinete de estatística.

“O aumento do indicador de confiança dos consumidores em maio resultou das recuperações das perspetivas relativas à evolução da situação económica do país, da condição financeira do agregado familiar e da realização de compras importantes, após as diminuições históricas observadas no mês anterior”, aponta o INE.

Mas os portugueses estão mais pessimistas sobre “a evolução passada da situação financeira do agregado familiar” com uma contribuição negativa para a evolução do indicador. “O saldo das opiniões sobre a evolução da situação financeira do agregado familiar diminuiu nos últimos três meses, de forma mais significativa em abril e maio, atingindo o valor mínimo desde julho de 2015”, refere o INE.

Construção e comércio mais otimistas. Indústria e serviços mantêm queda
Reflexo do impacto da pandemia na economia, também o facto de alguns setores recuperarem mais depressa do que outros. “Os indicadores de confiança aumentaram de forma moderada na Construção e Obras Públicas e no Comércio e diminuíram novamente na Indústria Transformadora e nos Serviços, prolongando as quedas abruptas registadas em abril e atingindo novos mínimos”, refere o INE.

Já as atividades ligadas ao turismo mantêm níveis baixos. “Nos serviços, destacaram-se as secções de “alojamento, restauração e similares” e de “atividades artísticas, de espetáculo, desportivas e recreativas” que apresentaram os valores mais baixos dos respetivos indicadores de confiança”, indica o Instituto Nacional de Estatística.

“O indicador de clima económico apresentou um ligeiro aumento em maio após ter atingindo o valor mínimo da série no mês anterior”, aponta o destaque do INE.

Notícia atualizada às 10h30

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