jogos sociais

Portugueses nunca apostaram tanto nos jogos da Santa Casa

raspadinha

O jogo da Raspadinha representa quase metade do valor das vendas. Apostas no Placard dispararam

As vendas brutas dos jogos sociais atingiram os 2,7 mil milhões de euros em 2016, traduzindo um aumento de 24% em relação à faturação do ano anterior e representa o valor mais alto de sempre. Este acréscimo levou a que as atividades beneficiárias dos jogos tenham recebido também o montante mais elevado da história: 672 milhões de euros (mais 11,4% do que em 2015).

Só a Raspadinha, que é cada vez mais o jogo preferido dos portugueses, foi responsável por quase metade do valor das apostas no ano passado, com um total de 1,3 mil milhões. Número que traduz um aumento de 23,3% em relação a 2015. O jogo que mais cresceu foi, no entanto, o Placard. Criado em 2015, absorveu 385,4 milhões de euros e representa já cerca de 14% das vendas totais.

As apostas mútuas (Euromilhões, Totobola, Totoloto, Milhão e Joker) mantêm a tendência de quebra registada nos últimos anos, e representam agora apenas pouco mais de 34% do total.
Em relação ao Totobola, que, depois de ter registado um acréscimo em 2015, voltou a perder apostadores, no ano passado representou apenas 9,2 milhões de euros, ou seja, menos 18,5% do que no ano anterior.

Em declarações ao DN/DV, o provedor da Santa Casa, Santana Lopes, contesta a ideia de que os portugueses são viciados no jogo, até porque “o valor médio das apostas manteve-se nos 2,5 euros”. “Há décadas que os portugueses jogam e o volume de apostas tem subido, mas julgo que também se liga à confiança que os portugueses têm no destino das verbas que vão para os jogos sociais”, afirmou.
Falando na apresentação dos relatórios de gestão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), Santana Lopes salientou que as “contas estão sólidas e robustas” e que “excederam largamente o orçamentado”.

Os resultados líquidos foram “muito bons”, destacou ainda o provedor da Santa Casa, referindo-se aos 21,1 milhões de euros alcançados no ano passado (mais 15,3 milhões face a 2015.
Um “lucro” que resultou não só do aumento dos resultados dos jogos sociais, mas também do “controlo eficaz da despesa corrente, nomeadamente em compras, fornecimentos e serviços externos cujos gastos baixaram 4,1% para 56,4 milhões.

Apesar da sustentabilidade financeira da Santa Casa estar garantida, o provedor assegurou que a instituição “não repousa sobre a solidez das contas” e vai continuar a diversificar as suas fontes de receita, nomeadamente ao nível do património e no desenvolvimento das apostas hípicas, previstas para o primeiro semestre de 2018, e na renovação dos jogos tradicionais, como o Totobola (ver entrevista ao lado). Santana Lopes fez questão de frisar ainda que os resultados obtidos permitiram reforçar as políticas de apoio na área da saúde, ação social, investigação, cultura, património, entre outras.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje

PERFIL: Américo Amorim, o homem que construiu um império

PERFIL: Américo Amorim, o homem que construiu um império

ricardo

Ricardo Salgado: “O Banco de Portugal é que criou os lesados do BES”

Outros conteúdos GMG
Conteúdo Patrocinado
Portugueses nunca apostaram tanto nos jogos da Santa Casa