Comissão Europeia

PPE alerta para desequilíbrios no plano de recuperação europeu

A eurodeputada do PSD Maria da Graça Carvalho. Fotografia: D.R.
A eurodeputada do PSD Maria da Graça Carvalho. Fotografia: D.R.

Deputados do Partido Popular Europeu escreveram a von der Leyen alertando para fragilidades.

Desigualdades, fragilidades e muita preocupação. É desta forma que o Partido Popular Europeu (PPE), de que faz parte Maria da Graça Carvalho, vê o plano traçado para a recuperação da Europa no contexto pós-covid. E decidiu por isso alertar a presidente da Comissão Europeia numa carta em que explica as razões da sua apreensão.

Entre as questões levantadas pelos eurodeputados numa mensagem assinada pelo coordenador e pela vice-coordenadora do PPE na ITRE, respetivamente Christian Ehler e Maria da Graça Carvalho, no que respeita ao plano de recuperação, está o “significativo desequilíbrio entre os pilares verde e digital”. Tanto no plano financeiro, com tetos previstos de 470 mil milhões de euros para o primeiro e de 120 mil milhões para o segundo, como ao nível das “medidas concretas”, aspeto em que as propostas para a transição digital são consideradas bastante mais vagas ou mesmo inexistentes.

Apesar de elogiarem a resposta conjunta traduzida pelas propostas da Comissão, os membros do PPE na Comissão ITRE – Indústria, Investigação e Energia, alertam Ursula von der Leyen para “preocupações em relação às estratégias para a aplicação das verbas previstas no próximo quadro financeiro plurianual (MFF) e no plano de recuperação Next Generation Europe”, que revelam diferentes “fragilidades que podem ameaçar a concretização dos objetivos assumidos”.

Para os eurodeputados, “uma das questões centrais diz respeito às condições para a despesa”. Nos pressupostos atuais, consideram, “existe um risco iminente de que os Estados-membros gastem os fundos em indústrias não competitivas, incapazes de lançar as bases para a recuperação e o crescimento sustentado a longo prazo”. Isto sendo que, lembram, está a ser criada uma “nova dívida”, o que reforça a responsabilidade dos atuais decisores políticos perante as novas gerações que a irão pagar no futuro.

“Concordamos que os desafios devem ser transformados em oportunidades e que a recuperação é o momento certo para continuarmos os nossos muito necessários esforços rumo a uma economia descarbonizada em 2050. Contudo, acreditamos que a digitalização deveria ser abordada ao mesmo nível. Uma recuperação simplesmente verde não reflete a complexidade desta situação”, acrescentam.

Os eurodeputados lamentam ainda a “contradição” entre a importância atribuída pela Comissão Europeia à Ciência e Inovação e o parco aumento de cerca de 11 mil milhões de euros no orçamento do programa-quadro Horizonte Europa, bem como o facto de as pequenas e médias empresas “mal serem referidas nos relatórios”.

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