Poupança para a Vida

PPR e ações: uma aposta de poupança que atravessa gerações

Reformados

Uma carteira de ações diversificada e o investimento num PPR são estratégias de poupança válidas para todas as gerações.

A fórmula é básica, o rendimento pode ser utilizado para uma de duas coisas: consumir ou poupar. Em Portugal, apenas 5% do rendimento é reservado para aforro. Mas, como lembra Paulo Rosa, economista e senior trader do Banco Carregosa, se na generalidade os portugueses tendem a poupar pouco, os hábitos de aforro mudam com a idade, crescendo à medida que os anos avançam.

“Regra geral, os hábitos de poupança em Portugal são quase inexistentes entre as gerações mais jovens, nas faixas etárias entre os 20 e os 50 anos. Nas pessoas mais velhas, a taxa de poupança é muito maior – uma tendência que também se verifica noutros países.

Isto explica-se, em parte, pelo facto de as pessoas mais velhas já não terem filhos a cargo e terem um ordenado maior do que quando entraram no mercado de trabalho”, afirma Paulo Rosa. Quando poupam, as opções também diferem consoante as gerações: se os mais velhos têm uma postura mais cautelosa, com preferência por produtos de rendimento garantido e risco (e rentabilidade) quase nulo – em Portugal a preferência continua a ser pelos depósitos a prazo -, os mais novos preferem opções mais arriscadas. Para Paulo Rosa, se no curto e médio prazo esta opção pode ser positiva, no longo prazo é uma estratégia que poderá não funcionar.

Ainda assim, na altura de garantir um rendimento para o futuro – imediato ou mais longínquo – há estratégias que servem de igual maneira avós e netos, como é o caso do investimento numa carteira de ações ou num PPR. “O PPR é um produto que devia ser feito por todas as pessoas. Além de garantir um rendimento complementar, tem benefícios fiscais que, em alguns escalões, rondam os 20%. Na minha opinião, um PPR alicerçado num fundo é sempre uma boa opção”, afirma o senior trader do Banco Carregosa.

Quanto ao mercado de ações, Paulo Rosa não tem dúvidas: é necessário apostar numa carteira diversificada e não centrar tudo em dois ou três títulos ou apenas no mercado nacional. “É possível ter algo do mercado português, com o PSI 20, com o DAX e com o índice dos Estados Unidos, por exemplo. Já é um bom mix”, afirma.

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