Preço da gasolina cai para níveis pré-guerra

Na próxima segunda-feira, o litro da gasolina simples 95 vai baixar 10 cêntimos para 1,789 euros, atingindo valores anteriores ao conflito ucraniano. O alívio é menor no gasóleo simples, que recua apenas 9 cêntimos para 1,736 euros por litro.

Na próxima segunda-feira, quando o consumidor for abastecer o automóvel vai sentir um alívio considerável na carteira. A descer pela nova semana consecutiva, o preço médio do litro da gasolina simples 95 deverá recuar mais 10 cêntimos, de 1,889 euros para 1,789 euros, atingindo valores anteriores aos da guerra na Ucrânia, segundo a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). É a primeira vez que este combustível fica abaixo dos valores pré-guerra: na véspera do início do conflito, a 23 de fevereiro, o litro da gasolina simples estava a 1,816 euros, ou seja, duas centésimas mais cara do que os preços que deverão ser praticados pelas gasolineiras na próxima semana.

O gasóleo simples também deverá ficar mais barato, mas a queda é menos expressiva do que a gasolina: deverá passar de 1,826 euros por litro (valor médio indicado pela DGEG) para 1,736 euros. Uma descida de nove cêntimos que, ainda assim, mantém o valor acima dos 1,660 euros registados antes da invasão russa da Ucrânia. A explicação está no facto de a Rússia ser muito forte no gasóleo, pelo que a sua retirada do mercado teve mais impacto neste combustível do que na gasolina. Uma questão de lei da oferta e da procura.

A guerra na Ucrânia estalou na madrugada de 24 de fevereiro. Nas semanas seguintes, os preços dos combustíveis dispararam, muito por efeito do conflito e do embargo ao petróleo russo decretado pelo Ocidente como uma medida sancionatória. A 14 de março, a gasolina simples ultrapassou a fasquia dos 2 euros por litro e o gasóleo andou muito perto desse limiar. O gasóleo superou a barreira dos 2 euros por litro mais tarde, na semana de 13 de junho.

Nas últimas semanas, as notícias de uma possível recessão conjugada com uma inflação galopante que poderia provocar uma estagflação com efeitos devastadores fizeram soar as campainhas. Recorde-se que, no final de julho, os Estados Unidos da América entraram em recessão técnica. A maior economia mundial registou uma quebra de 0,9% no segundo trimestre do ano, depois da contração de 1,6% nos primeiros três meses de 2022.

A par disso, as notícias de que os EUA aumentaram as reservas de crude provocaram uma descida do barril do petróleo nos mercados internacionais. Esta semana, a média dos preços do brent registou uma descida superior a 8% em relação à média da semana passada, o que explica mais uma queda dos preços dos combustíveis, na próxima segunda-feira.

Os preços da gasolina e do gasóleo continuam a beneficiar de três medidas de mitigação implementadas pelo Governo, que serão reavaliadas no final deste mês de agosto. O desconto no ISP equivalente a uma descida da taxa do IVA de 23% para 13%, a compensação por via de redução de ISP da receita adicional de IVA, e a suspensão da atualização da taxa de carbono baixaram em 28,2 cêntimos a carga fiscal do gasóleo e em 32,1 cêntimos a carga fiscal da gasolina, segundo o Executivo socialista.

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