media

Preço da OPA da Cofina à TVI deverá ser conhecido até final do mês

TVI

Acionistas da Prisa e da Cofina reúnem em AG no dia 29. Acionistas da Cofina vão decidir sobre aumento de capital para financiar compra da TVI.

Acionistas da Prisa e da Cofina reúnem em assembleia geral no próximo dia 29. Acionistas do grupo dono da CMTV vão decidir sobre aumento de capital até 85 milhões para financiar compra da TVI.

A Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) já escolheu o mediador independente que vai determinar o preço da Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Cofina à Media Capital, sendo que a expectativa é que o valor seja conhecido antes da assembleia geral de acionistas da Cofina, prevista para 29 de janeiro, sabe o Dinheiro Vivo. Os acionistas irão ser chamados a decidir sobre o aumento de capital do grupo para financiar esta operação de 205 milhões de euros.

Após a Autoridade da Concorrência ter dado luz verde à compra da TVI, a Cofina e Prisa agendaram para 29 de janeiro a assembleia geral de acionistas para aprovar a operação, através da qual o grupo de Paulo Fernandes vai colocar sob a esfera do grupo do Correio da Manhã ou da CMTV ativos como a TVI, TVI24, a produtora Plural, o portal IOL ou as rádios Comercial e M80.

A aprovação dos acionistas ao negócio é um dos passos necessários para o avançar da OPA sobre o capital em Bolsa que não está nas mãos do grupo Prisa, que, no mesmo dia chama os acionistas do dono do El País a dar luz verde à alienação do grupo Media Capital.

Para financiar o negócio, na ordem dos 205 milhões de euros, a Cofina assegurou um financiamento junto do Santander e Crédit Suisse, tendo ainda previsto um aumento de capital até 85 milhões de euros, abrindo a possibilidade de entrada de novos acionistas no grupo. O empresário da Douro Azul, Mário Ferreira, e o banco galego ABanca, este último já acionista da Media Capital, são apontados como potenciais interessados.

O que está em causa?

Em causa na OPA está uma fatia reduzida do capital do grupo dono da TVI – a Vertix (controlada pela Prisa) detém 94,69%, estando o restante (5,05%) nas mãos da NovaCaixaGalicia (ABanca) e 0,26% disperso em Bolsa – pela qual a Cofina propôs pagar 2,3336 euros por cada ação. Mas face ao baixo volume de títulos dispersos em Bolsa – e, com isso, o reduzido número de transações – a CMVM determinou, tal como admitia a Cofina no prospeto da OPA, a nomeação de um auditor independente.

Os trabalhos do auditor “estão a decorrer e estão avançados”, segundo fontes ouvidas pelo Dinheiro Vivo, sendo esperado que o valor seja conhecido antes da reunião magna de acionistas, para que tenham essa informação no momento da decisão.

Com o preço justo conhecido e com a luz verde dos acionistas, a Cofina pode avançar com a OPA e concluir a compra da Media Capital ainda durante o primeiro trimestre de 2020, tal como estimava em outubro do ano passado.

O negócio coloca no mesmo grupo ativos de televisão, rádio, imprensa e online, reforçando a posição do grupo de Paulo Fernandes no mercado, mas a AdC não considerou que dai decorresse uma posição dominante, não tendo, por isso, determinado remédios como eventuais vendas de ativos. Com esta concentração, a Cofina antecipa sinergias de 46 milhões de euros.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
O primeiro-ministro, António Costa, intervém durante a cerimónia de assinatura de declaração de compromisso de parceria para Reforço Excecional dos Serviços Sociais e de Saúde e lançamento do programa PARES 3.0, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa, 19 de agosto de 2020. ANDRÉ KOSTERS/LUSA

“Na próxima semana podemos chegar aos 1000 casos por dia”, avisa Costa

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. FILIPE FARINHA/LUSA

Marcelo promulga descida do IVA da luz consoante consumos

Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens

Apoio a rendas rejeitado devido a “falha” eletrónica

Preço da OPA da Cofina à TVI deverá ser conhecido até final do mês