Habitação

Preço das casas ainda sobe, mas já está a abrandar

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

O preço das casas que trocaram de mãos no segundo trimestre avançou 11,2%, o que reflete um ligeiro abrandamento por comparação com o início do ano.

O preço das casas vendidas entre abril e junho deste ano registou um aumento de 11,2% face ao mesmo período de 2017, segundo indicam os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística. A subida foi, no entanto, menos expressiva do que a observada no primeiro trimestre deste ano, sendo esta a primeira vez em cinco trimestres que os preços desaceleram.

“O Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou, em termos homólogos, 11,2% no segundo trimestre de 2018, menos 1,0 ponto percentual que no trimestre anterior, interrompendo um período de cinco trimestres consecutivos de aceleração dos preços”, refere o INE.

Se no valor o segundo trimestre trouxe algum abrandamento, o mesmo não aconteceu com o número de habitações transacionadas. Neste período foram vendidos 45 619 alojamentos. Trata-se de um novo máximo trimestral, desde que o INE iniciou esta série, e que traduz um aumento homólogo de 23,7%.

A comparação em cadeia (face ao trimestre imediatamente anterior) revela um aumento igualmente expressivo, de 12% e que contrasta largamente com a quebra de 4,1% que se tinha registado entre janeiro e março de 2018.

 

Neste campeonato das transações de imóveis, os usados foram o motor que mais impulsionou a subida dos preços. “O aumento observado nos preços neste período foi mais intenso no caso das habitações existentes (12,6%, o dobro do apresentado para as habitações novas)”, assinala a autoridade estatística nacional, acrescentado que para o crescimento de 2,3% do índice de preços da habitação entre e o primeiro e o segundo trimestre “contribuiu sobretudo o comportamento das habitações existentes, que registaram um aumento de 2,9%, tendo as habitações novas apresentado um acréscimo residual (0,1%)”.

Já no que diz respeito a quantidades, foram as casas novas que tiveram a maior taxa de crescimento. O aumento homólogo foi de 14,3% e corresponde ao mais alto desde o quatro trimestre de 2014.

Em termos globais, as habitações transacionadas entre abril e junho de 2018 representaram um investimento de 6,2 mil milhões de euros. São mais 34,9% do que no segundo trimestre de 2017.

ine

 

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Fotografia: Gerardo Santos / Global Imagens

Galamba. “Atirar moeda ao ar para escolher entre projetos solares é errado”

Fotografia: Gerardo Santos / Global Imagens

Galamba. “Atirar moeda ao ar para escolher entre projetos solares é errado”

Fotografia: Britain, May 24, 2019. Fotorafia: REUTERS/Hannah McKay

Theresa May demite-se e deixa Downing Street a 7 de junho

Outros conteúdos GMG
Preço das casas ainda sobe, mas já está a abrandar