Habitação

Preço das casas dispara 22% na Amadora e no Porto

O Centro Histórico do Porto continua a ser o destino preferencial para o mercado de reabilitação Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens
O Centro Histórico do Porto continua a ser o destino preferencial para o mercado de reabilitação Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens

Os dados foram publicados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O custo do metro quadrado das habitações continua a subir em Portugal. No primeiro trimestre de 2019 o valor mediano aumentou 6,4% em todo o país face ao mesmo período do ano anterior, revelou esta quinta-feira o INE.

O metro quadrado das casas em Portugal já custa 1011 euros, tendo aumentado 15 euros face ao trimestre anterior e 61 euros em relação ao mesmo período de 2018.

Lisboa é a cidade do país que regista os preços mais elevados, com um custo mediano de 3 111 euros por metro quadrado, que compara com os 3010 euros registados no trimestre anterior. Já na comparação a 12 meses, o INE revela um aumento de 530 euros, ou 20,5%, no custo do metro quadrado das casas da capital.

Mas foi na Amadora e no Porto que se registaram os aumentos de preços mais elevados no arranque do ano. Na cidade do distrito de Lisboa o aumento chegou a 22,7%, o equivalente a 241 euros. O valor chega agora aos 1304 euros por metro quadrado.

No Porto o preço das habitações subiu 22% para um valor mediano de 1682 euros, mais 303 euros face ao período homólogo.

Ajuda e Bonfim mais caras

No primeiro trimestre verificou-se um preço mediano superior à média nacional em 46 municípios, com destaque para o Algarve e para a Área Metropolitana de Lisboa. Em Cascais e Oeiras o valor ultrapassa os dois mil euros. E com preços superiores a 1500 euros surgem municípios como Loulé, Lagos, Albufeira, Tavira, Odivelas ou Funchal.

Os preços aumentaram em todas as cidades do país com mais de 100 mil habitantes. Além de Lisboa, Amadora e Porto houve subidas expressivas em cidades como Braga, onde o valor aumentou 18,2% num ano, ou Vila Nova de Gaia, com uma subida de 14,7%. Coimbra foi a cidade com mais de 100 mil habitantes onde a subida foi menos expressiva (0,8%).

Em Lisboa, tal como no trimestre anterior, continua a haver três freguesias com preços acima dos quatro mil euros por metro quadrado, os mais elevados do país. Em Santo António, na zona da Avenida da Liberdade, o valor chegou aos 4742 euros, mais 16% do que há um ano. Em Santa Maria Maior o aumento foi de 26% e na Misericórdia a subida foi próxima dos 17%.

A freguesia da capital que registou o maior disparo de preços no trimestre foi a Ajuda, com um aumento de 36,6%. O valor mediano do metro quadrado chega agora aos 3085 euros. Num ano, a subida foi de 826 euros.

No Porto o destaque vai para a freguesia do Bonfim, onde o valor do metro quadrado subiu 47,5%, o equivalente a 533 euros. A freguesia de Campanhã também registou um aumento expressivo dos preços, de 38%. O metro quadrado já custa 1108 euros, quando há um ano podia ser comprado por 801 euros.

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