Agricultura

Preço dos alimentos sobe há quatro meses

Fotografia: Paulo Alexandrino/Global Imagens
Fotografia: Paulo Alexandrino/Global Imagens

Encarecimento dos produtos pode não ser um efeito direto da seca, mas sim das importações.

Os bens alimentares estão mais caros do que no ano passado, com uma subida de 1,3%, em outubro, mesmo assim, abaixo dos 1,4% da taxa de inflação homóloga divulgada no início desta semana pelo Instituto Nacional de Estatística. Certo é que os preços deste tipo de produtos têm vindo a subir consecutivamente a cada mês, desde junho, face aos mesmos meses de 2016.

Tirando as bebidas, os maiores aumentos anuais apurados em outubro para os bens agrícolas ocorreram nas frutas (+2,7%), nas hortícolas (1,96%), na carne (+ 1,69%) e no leite (1,32%).

Para José Martino, consultor agrícola, a subida dos produtos alimentares não terá a ver diretamente com a seca, uma vez que “os preços não são feitos pela produção interna, mas sim, nos mercados internacionais”. Considera que as importações (cresceram 8,2%, para 616,9 milhões de euros, em setembro) poderão ter um impacto mais relevante nessa subida. “A seca está a provocar muitos prejuízos nos produtores, mas os efeitos para os consumidores ainda não se notam”, argumenta.

De facto, nem todos os preços ao consumidor refletem os preços pagos ao produtor, de acordo com os dados do INE até setembro. Na produção, houve uma subida no índice de preços, por exemplo, nos ovos (+28,5%), no azeite a granel (+19,4%) e nos ovinos e caprinos, mas uma queda nos hortícolas frescos (-8,9%), nos frutos (-7,6%) e nas aves de capoeira (- 1,7%).

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