Imobiliário

Preços das casas estão a subir ao ritmo mais alto dos últimos quinze anos

Foto: REUTERS/Andrew Winning
Foto: REUTERS/Andrew Winning

Preço de venda de casas em Portugal registou em setembro de 2016 o maior aumento homólogo desde 2001, ao crescer 7,5%

O preço de venda de casas em Portugal registou em setembro de 2016 o maior aumento homólogo desde 2001, ao crescer 7,5%, segundo o índice hoje divulgado pela consultora Confidencial Imobiliário (Ci).

Esta aceleração dos preços surge num contexto que já levou o FMI a lançar um alerta global em dezembro último a destacar as subidas dos preços de imóveis em vários países, com as valorizações das casas a evoluir a ritmos acelerados e para patamares próximos do pré-crise e que acabaram por levar a uma bolha.

O próprio Banco Central Europeu tem também vindo a identificar a existência de várias classes de ativos sobrevalorizados que poderão sofrer uma abrupta correção em breve.

O acompanhamento à evolução dos preços do mercado português resulta do Sistema de Informação Residencial, que inclui os dados de quase todas as maiores redes de mediação imobiliária, dados que mostram que o ritmo de recuperação acelerou a retoma iniciada em meados de 2013.

Os preços tiveram o ponto mais baixo do mercado em 2013, aumentando a partir de meados desse ano, em acumulado, 11,1%.

Para ser encontrada uma valorização semelhante, de 7,5%, tem que se recuar 15 anos, segundo a Ci, notando que este crescimento “triplica a variação homóloga de 2,1% registada um ano antes (setembro de 2015)”. No terceiro trimestre de 2016, o crescimento face ao trimestre anterior foi de 2,4%.

As valorizações reptem-se, assim, há cinco semestres consecutivos, uma situação inédita desde o início da crise, em finais de 2008.

Recentemente, também Carlos Tavares, ex-ministro da Economia e ex-presidente da CMVM, alertou para os vários sinais de que uma nova crise global pode estar à porta, incluindo nestes sinais as súbitas e aceleradas valorizações de alguns mercados imobiliários.

No Portuguese Housing Market Survey, em novembro, os agentes inquiridos apontavam para uma subida média anual nos preços de 4% nos próximos cinco anos.

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