Energia

Preços do petróleo disparam 20% após ataque na Arábia Saudita

Ataques de drones afetaram unidade de produção de petróleo em Abqaiq, no leste da Arábia Saudita. (REUTERS/Stringer)
Ataques de drones afetaram unidade de produção de petróleo em Abqaiq, no leste da Arábia Saudita. (REUTERS/Stringer)

Saudi Aramco ainda não anunciou quando irá retomar a produção total.

Os preços do petróleo estiveram a subir perto de 20% esta manhã, com o barril de Brent a registar o seu maior ganho diário deste a Guerra do Golfo em 1991, após um ataque às instalações petrolíferas da Arábia Saudita que fizeram reduzir para metade a produção do reino, avança a Reuters.

O ataque realizado através de drones atingiu a maior instalação de produção de petróleo do mundo, controlada pela Saudi Aramco, e um grande campo de petróleo, provocando grandes incêndios numa zona vulnerável para o fornecimento global de energia.

Os preços foram descendo depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter autorizado o recurso às reservas de petróleo, “caso seja necessário”, para estabilizar os mercados de energia.

O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e referência para Portugal, esteve a valorizar 19,5% para os 71,95 dólares por barril, a maior subida alguma vez registada num dia deste 14 de janeiro de 1991. O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, subiu 15,5% para 63,34 dólares por barril, o maior ganho diário em percentagem desde 22 de junho de 1998.

A Arábia Saudita é o maior exportador de petróleo do mundo e o ataque à Saudi Aramco reduziu a produção em 5,7 milhões de barris por dia, “ou cerca de 50% da produção da Aramco, mas a redução será compensada através de inventários”, segundo um um comunicado oficial divulgado pela agência saudita, que cita o ministro da Energia. A empresa ainda não anunciou quando irá retomar a produção total.

Fontes próximas do processo indicam que o retorno total aos volumes normais de produção pode “demorar meses”.

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