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Preços dos combustíveis voltam a aumentar já esta segunda-feira

A gasolina já está a subir há três semanas consecutivas e o gasóleo aumenta há quatro semanas, desde 17 de junho.

Os preços dos combustíveis vão voltar a subir em Portugal na próxima semana, com a gasolina a aumentar dois cêntimos por litro e o gasóleo a encarecer cerca de 1,5 cêntimos nas bombas, de acordo com fontes do setor consultadas pelo Dinheiro Vivo.

Segundo dados da Direção Geral de Energia e Geologia, há quatro semanas (17 de junho) um litro de gasóleo simples, que ainda domina na frota de automóveis em circulação nas estradas portuguesas, custava 1,323 euros. Desde aí o preço deste combustível tem vindo sempre a aumentar consecutivamente, até chegar, na semana passada, aos 1,341 euros por litro. Com o aumento de 1,5 cêntimos previsto para segunda-feira, os preços do gasóleo deverão situar-se então nos 1,35 euros a partir de segunda-feira.

Já a gasolina 95 também regista uma tendência de subida há três semanas consecutivas, desde 24 de junho, quando custava 1,488 euros por litro. Na semana passada chegou aos 1,506 euros e na próxima segunda-feira sobre para os 1,53 euros por cada litro abastecido.

De acordo com a mesma fonte, o aumento de preços dos combustíveis deve-se sobretudo ao contexto de crescentes tensões no Médio Oriente, entre os EUA e o Irão, com Londres também já a acusar as embarcações iranianas de terem tentado bloquear um petroleiro britânico no estreito de Ormuz, à entrada do Golfo Pérsico.

Os Estados Unidos confirmaram entretanto a intenção de formar uma coligação internacional para escoltar os navios de comércio no Golfo, depois deste mais recente incidente, e o Reino Unido anunciou o envio de um segundo navio de guerra para reforçar a sua presença militar no Golfo.

A Agência Internacional de Energia (AIE) defendeu esta sexta-feira que o excesso de oferta de petróleo, que baixou os preços apesar das tensões geopolíticas, vai prolongar-se pelo menos até 2020. O excesso de oferta no primeiro trimestre de 2019 foi de 900.000 barris por dia e os últimos dados da AIE apontam para que este se tenha cifrado em 500.000 no segundo trimestre, quando as previsões referiam um défice de 500.000.

Com Lusa

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