Prédio mais caro de Lisboa custou cem milhões. Só falta pagar quatro à banca

Estoril Sol Residence
Estoril Sol Residence

Os proprietários do Estoril Sol Residence, o projeto imobiliário de luxo que substituiu o antigo hotel e que é um dos empreendimentos mais caros da Grande Lisboa, estão muito perto de saldar a dívida que têm à banca e que representava quase a totalidade do investimento na obra. Dos 99 milhões que pediram emprestado, já só falta pagar quatro milhões de euros, apurou o Dinheiro Vivo.

Tendo em conta os preços das casas – oito mil euros por metro quadrado segundo a empresa responsável pelas comercialização -, bastava vender dois dos maiores apartamentos ainda disponíveis para encaixar logo mais de quatro milhões.

No total, ainda restam sete dos 110 apartamentos do empreendimento, entre eles dois T4 duplex com 285 m2, quatro T3 com cerca de 200 m2 e um T1 com 88 m2.

No entanto, segundo apurou o Dinheiro Vivo, não só houve casas mais caras – a 13 mil euros o m2 – como, agora que se está na reta final de vendas, os preços têm estado a ser negociados até perto dos cinco mil euros por m2, por norma o valor mais baixo para um apartamento de luxo em Lisboa. O que significa que, neste caso, já teriam de vender quatro ou cinco casas para chegar aos quatro milhões que ainda devem aos bancos.

Rafael Ascenso, responsável da Porta da Frente/Christie’s, a empresa responsável pelas vendas, garante que “não há nenhuma pressão da parte dos proprietários para baixar os preços nem há pressa para despachar os apartamentos a todo o custo”. Aliás, de acordo com este responsável, continua a haver procura e vendas. “No ano passado vendemos oito casas”, disse.

Os angolanos têm sido os principais compradores. O Dinheiro Vivo sabe que o general Vieira Dias e também Manuel Vicente, ex-presidente da petrolífera angolana Sonangol e atual membro do Governo, são dois dos inquilinos do Estoril Sol Residence.

Mas também há portugueses a investir. José Mourinho, Simão Sabrosa ou Nuno Braamcamp, dono da Ritmos & Blues, a promotora dos concertos da Madonna e dos U2 são alguns deles.

E há ainda casas compradas por Luís Magalhães, da cadeia Inditex; por Pepe Regojo, da Massimo Dutti ou ainda Gonçalo Esteves, o fundador da Quebramar; Paiva dos Santos, da Generis e Álvaro Sobrinho, do BES Angola.

Apesar dos preços elevados, o Estoril Sol Residence – uma obra cujos proprietários incluem Godinho Lopes do Sporting e Manuel Damásio do Benfica – foi um sucesso de vendas e logo nos primeiros dois meses de comercialização foram vendidas 30% das casas.

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