União Europeia

Presidente da Comissão deve ter “sólida experiência executiva”

Fotografia: EPA/STEPHANIE LECOCQ
Fotografia: EPA/STEPHANIE LECOCQ

Para António Costa, o socialista Frans Timmermans "claramente tem o melhor perfil".

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje em Bruxelas que deve ser escolhido para a presidência da Comissão Europeia “alguém que tenha uma forte experiência executiva”, reiterando que, entre os ‘Spitzenkandidaten’, o socialista Frans Timmermans “claramente tem o melhor perfil”.

Em declarações à chegada a uma cimeira informal de chefes de Estado e de Governo da UE, para começar a discutir o processo de nomeações para os mais altos cargos institucionais da União, na sequência das eleições europeias, António Costa argumentou que “o executivo da União Europeia é a Comissão e, portanto, seria estranho que o presidente da Comissão não fosse alguém, como tem sido sempre, que tenha uma sólida experiência executiva, e de preferência ao nível nacional e ao nível europeu”.

Segundo Costa, Timmermans, o “candidato principal” (‘Spitzenkandidat’) dos Socialistas Europeus, “preenche perfeitamente estes critérios”, pois “tem uma grande experiência ao nível governativo na Holanda” (foi ministro dos Negócios Estrangeiros entre 2012 e 2014), tem uma grande experiência na Comissão Europeia”, pois ocupou nos últimos cinco anos o cargo de primeiro vice-presidente, e “é uma pessoa que facilmente reúne consensos e consegue organizar uma boa equipa e unir todos em torno de um programa comum”.

Já o ‘Spitzenkandidat’ do Partido Popular Europeu (PPE), Manfred Weber, “de facto não tem essas características”, considerou.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
O primeiro-ministro, António Costa (E), conversa com o ministro de Estado e das Finanças, João Leão (D), durante o debate e votação da proposta do orçamento suplementar para 2020, na Assembleia da República, em Lisboa, 17 de junho de 2020. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Bruxelas agrava projeção de contração em Portugal para 9,8%

Comissão Europeia, Bruxelas (REUTERS)

Bruxelas revê estimativas. Economia da zona euro deverá recuar 8,7% em 2020

Mário Centeno


TIAGO PETINGA/LUSA

Centeno defende repensar das regras da dívida e do défice na UE

Presidente da Comissão deve ter “sólida experiência executiva”