Presidente da ENMC: “Podemos ter recursos a explorar”

Paulo Carmona, presidente da ENMC
Paulo Carmona, presidente da ENMC

Entrevista ao presidente da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC), Paulo Carmona, ao Dinheiro Vivo.

Está prevista a atribuição de novas concessões? Para que zonas?

Sim, é um processo que está a ser concretizado em conjunto com o Governo, estando a ser desenvolvidos todos os passos processuais adequados. Estão previstas duas áreas de concessão solicitadas pela Kosmos Energy Portugal, e uma área de concessão solicitada pela Australis, ambas aguardando decisão da tutela. Além destas, foram pedidas outras áreas no deep offshore e onshore que aguardam decisão da tutela.

Que razões que explicam este forte interesse recente em Portugal?

O facto de se estar a apostar mais na valorização dos recursos e na criação de condições mais favoráveis que possam tornar mais viáveis este tipo de projetos, que visam, pelo menos para já, a pesquisa de potenciais áreas de desenvolvimento de produção. A maioria das concessões foram anteriormente atribuídas (2007 e 2011), quer no âmbito de negociação direta quer no âmbito de concurso público internacional lançado em 2002. Candidaturas mais recentes revelam o interesse das empresas em áreas de fronteira, tendo sempre no seu “portfolio” o investimento em áreas de risco exploratório, apesar das condições atuais não serem as melhores devido ao baixo preço do petróleo.

Existe a possibilidade de encontrar petróleo em Portugal?

Portugal tem uma Zona Económica Exclusiva muito vasta e as características intrínsecas fazem-nos ter esperança que podemos ter recursos a explorar, de forma económica e ambientalmente sustentável. Os dados geológicos e geofísicos têm revelado estruturas de dimensões apreciáveis que poderão ter retido quantidades também apreciáveis de hidrocarbonetos. Não houve ainda descobertas com viabilidade económica em Portugal, continuando a ser um país de elevado risco exploratório. No entanto, pensamos que há potencial que deve ser avaliado pois, a confirmar-se, pode transformar-se num alicerce de um novo paradigma de crescimento e desenvolvimento da nossa economia e do nosso país.

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