Turismo

Presidente da Região de Turismo do Algarve contesta aplicação de taxa turística

Fotografia: Vasco Célio/ Stills
Fotografia: Vasco Célio/ Stills

A Comunidade Intermunicipal do Algarve aprovou as bases para a introdução de uma taxa turística a partir de 2019.

O presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), João Fernandes, mostrou-se contra a introdução de uma taxa turística no Algarve, anunciada pela Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL).

A AMAL aprovou, esta sexta-feira, as bases para a introdução de uma taxa turística, de 1,5 euros por dormida, a partir de 2019, entre março e outubro. A receita estimada com a aplicação da taxa é de cerca de 20 milhões de euros.

Em comunicado, João Fernandes refere que é “uma decisão errada, que surge em contraciclo com a procura turística e que pode gerar perda de competitividade para o destino”.

O presidente da RTA considera que a referida taxa “não atende à realidade da concorrência, já que apenas as Ilhas Baleares, a Catalunha e a Tunísia aplicaram esta taxa, e este anúncio acontece numa altura em que se verifica uma forte retoma de destinos concorrentes do Algarve, tais como a Grécia, a Turquia, a Tunísia e o Egito, sendo que os três últimos não estão sujeitos às regras da concorrência europeia e apresentam preços muito agressivos”.

Leia também: Turquia, Egito e Tunísia desviam turistas ingleses e alemães de Portugal

“Acresce a isto estarmos na reta final do ‘Brexit’, um processo que já fez cair o poder de compra dos britânicos devido à desvalorização da libra face ao euro e que afeta o principal mercado emissor de turistas para o Algarve, do qual ninguém antecipa ainda o desfecho”, alerta.

E acrescenta: “O Algarve ainda está a ajustar-se à realidade criada pela falência de companhias aéreas como a Monarch, a Air Berlin e a Niki Airlines, que asseguravam a ligação da região aos seus principais mercados emissores externos, o Reino Unido e a Alemanha”.

Para o responsável, “é estranho não se definir, à partida, onde será aplicada a taxa turística no Algarve, e que não tenha desde logo ficado assegurado por essa via um contributo para a promoção turística do destino Algarve”.

Por último, defende que a aplicação da taxa turística em destinos como Lisboa e Porto não é comparável ao Algarve, por ser um “destino familiar e com estadias prolongadas”.

Os presidentes da Associação dos Hotéis e empreendimentos turísticos do Algarve e da Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve também já vieram juntar-se à tomada de posição assumida por João Fernandes.

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