Investigação

Presidente da Turismo Porto e Norte de Portugal detido

Melchior Moreira, ex-presidente da Turismo Porto e Norte, está em prisão preventiva desde o final de 2018 no âmbito da operação Éter, uma investigação em curso da Polícia Judiciária sobre uma alegada viciação de procedimentos de contratação pública que culminou com a indiciação de cinco arguidos. (Fotografia: Catarina Vieira/ Global Imagens)
Melchior Moreira, ex-presidente da Turismo Porto e Norte, está em prisão preventiva desde o final de 2018 no âmbito da operação Éter, uma investigação em curso da Polícia Judiciária sobre uma alegada viciação de procedimentos de contratação pública que culminou com a indiciação de cinco arguidos. (Fotografia: Catarina Vieira/ Global Imagens)

A PJ deteve cinco pessoas por indícios de crimes de corrupção e participação económica em negócio em procedimentos de contratação pública

O presidente da Turismo Porto e Norte de Portugal, Melchior Moreira, é um dos cinco detidos no âmbito de uma investigação relativa à presumível viciação de procedimentos de contratação pública, avançou fonte policial.

A Polícia Judiciária (PJ) deteve hoje cinco pessoas e realizou buscas em entidades públicas e sedes de empresas no âmbito de uma investigação relativa à presumível viciação de procedimentos de contratação pública no valor de vários milhões de euros.

Em comunicado, a PJ refere que os cinco detidos no âmbito da designada operação “Éter” estão indiciados por crimes de corrupção e participação económica em negócio em procedimentos de contratação pública no Norte do país.

“A investigação, centrada na atividade de uma pessoa coletiva pública, determinou a existência de um esquema generalizado, mediante a atuação concertada de quadros dirigentes, de viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste direto com o desiderato de favorecer primacialmente grupos de empresas, contratação de recursos humanos e utilização de meios públicos com vista à satisfação de interesses de natureza particular, assinala a PJ, através da sua Diretoria do Norte.

Além de Melchior Moreira, foram detidas mais duas pessoas associadas à Turismo Porto e Norte de Portugal, além de dois empresários, indica a edição ‘online’ do Correio da Manhã.

Já em 20 de junho, a Procuradoria-Geral Distrital (PGD) do Porto tinha anunciado a constituição de cinco arguidos numa investigação à atividade desenvolvida por uma “entidade ligada à promoção do turismo”, que se confirmou ser o Turismo Porto e Norte, por alegados crimes de corrupção, peculato e abuso de poder.

Contactado pela Lusa nessa altura, o presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal, Melchior Moreira, manifestava-se de consciência tranquila e disponível para prestar todas as informações que lhe forem solicitadas.

“Estou de consciência tranquila. Vou prestar todas as informações e toda a ajuda que me for solicitada, para esclarecer a situação e defender o meu bom nome e da entidade”, referiu então Melchior Moreira.

Na operação policial hoje tornada pública realizaram-se 11 buscas, domiciliárias e não domiciliárias, nas regiões de Porto, Gaia, Matosinhos, Lamego, Viseu e Viana do Castelo e estiveram envolvidos 50 elementos da Polícia Judiciária, incluindo inspetores, peritos informáticos e peritos financeiros e contabilísticos.

A investigação, refere a polícia, prossegue no sentido de determinar todas as condutas criminosas e o seu alcance.

Os detidos, com idades compreendidas entre os 42 e os 54 anos, sendo três dirigentes de entidade pública e dois empresários, vão ser presentes a interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

Contactada pela Lusa, a Secretaria de Estado do Turismo remeteu eventuais comentários para mais tarde.

A Lusa tentou ouvir a Turismo Porto e Norte de Portugal, mas tal não foi possível até ao momento.

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