Presidente do Deustche Bank Portugal: banca não consegue estimular economia

Bernardo Meyrelles, Deutsche Bank
Bernardo Meyrelles, Deutsche Bank

O presidente da sucursal do Deustche Bank
em Portugal, Bernardo Meyrelles, admitiu hoje que a banca portuguesa
e internacional que opera no país não tem atualmente capacidade
para financiar a economia a taxas mais acessíveis.

“Neste momento, olhando para a banca portuguesa, é notório
que nem os bancos domésticos nem os internacionais conseguem dar à
economia o estímulo que esta precisa”, afirmou o banqueiro,
numa conferência promovida pelo Deutsche Bank e pelo jornal
Expresso, em Lisboa.

Bernardo Meyrelles salientou que a banca mundial, no seu todo,
enfrenta grandes desafios, quer a nível de capital, quer em termos
de financiamento, a que se juntam as crescentes exigências
regulatórias, mas sublinhou que os bancos portugueses, “além
de todos estes constrangimentos, ainda têm mais dificuldades”
devido à conjuntura específica do mercado português, já que o
país vive uma grave crise e se encontra sob resgate internacional.

“É ou não necessário criar em Portugal um ‘bad bank’
[banco que junte os créditos mal parados das instituições
financeiras]?”, questionou o responsável, explicando que esta
entidade poderia “reter os ativos mais problemáticos da banca,
dando-lhe folga ao nível do capital e da liquidez”.

Sobre os perigos da solução encontrada em Chipre para permitir
ao país receber apoio financeiro internacional, que implica a
taxação dos depósitos acima dos 100 mil euros, Bernardo Meyrelles
disse que “foi mais uma machadada na confiança”.

Segundo o gestor, que em julho do ano passado assumiu também a
liderança da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, “sem
confiança, é impossível à banca apoiar a economia”.

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