Prestação da casa vai continuar a cair até dezembro

Prestação do empréstimo vai cair
Prestação do empréstimo vai cair

Pela primeira vez na história do euro, o Banco Central Europeu (BCE) colocou a taxa de juro de referência perto de 0%. A autoridade monetária cortou os juros para 0,15% e colocou a taxa dos depósitos em terreno negativo (-0,1%). No mercado de futuros da Euribor a três meses, os investidores já estão a antecipar uma descida das taxas interbancárias. Uma boa notícia para as famílias portuguesas com crédito à habitação.

O mercado espera que a Euribor – principal indexante utilizado no crédito à habitação – continue em queda até ao final do ano. A descida deverá ser ligeira mas significa que as taxas Euribor deverão permanecer baixas, permitindo dar alguma folga aos orçamentos dos portugueses.

“Em princípio, o máximo do ano já foi observado nas taxas Euribor mais utilizadas como indexantes (três meses e seis meses) no final de abril. As famílias deverão beneficiar de uma redução ligeira das prestações face aos níveis atuais ao longo do ano, mas essa dinâmica depende da indexação de cada contrato (estamos a falar de médias)”, explicou o economista Filipe Garcia, da consultora Informação de Mercados Financeiros (IMF), ao DN/Dinheiro Vivo.

Desta forma, uma família com um crédito à habitação indexado à Euribor a três meses, ainda vai beneficiar de mais duas revisões este ano que, no conjunto, podem representar uma poupança de pouco mais de seus euros

Os futuros da Euribor a três meses apontam para que esta se situe, em dezembro, nos 0,195%. Isto quando a média mensal desta taxa a três meses, em maio, ficou em 0,325%.

De acordo com os cálculos do DN/Dinheiro Vivo, uma família com um empréstimo de 100 mil euros a 30 anos, com um spread (taxa que representa a margem de lucro do banco) de 1% indexado à Euribor a três meses tem atualmente uma prestação de 337 euros.

Com a descida da Euribor a três meses em dezembro, o mesmo empréstimo passa a ter uma prestação de 331 euros. Contas feitas, traduz-se numa queda da prestação de cerca de seis euros.

Esta descida deverá, no entanto, ser faseada. Ou seja, a próxima revisão do empréstimo deverá traduzir-se numa maior descida. Com o abrandamento do ciclo de descida da Euribor as revisões seguintes já deverão ter uma quebra menos expressiva.

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