Primark admite perdas mensais de 700 milhões

“É uma ação sem precedentes para tempos sem precedentes e, honestamente, inimagináveis”, disse o CEO da Primark.

A Primark admite perdas mensais de 650 milhões de libras (perto de 700 milhões de euros) com o encerramento das 376 lojas que tem espalhadas por 12 países, incluindo Portugal.

A Associated British Foods, dona da Primark, avançou com estas contas após ter decidido encerrar os 189 espaços que detém no Reino Unido e que valem 41% da faturação da retalhista.

A empresa adiantou que está a cortar nos custos e inclusive a negociar as rendas das lojas. Em simultâneo, interrompeu toda a produção.

A cadeia irlandesa de baixo custo pediu aos fornecedores para parar com a produção e cancelou todos os pedidos que já tinha. “Não temos outra opção a não ser tomar esta medida”, disse Paul Marchant, CEO da Primark.

“Temos grandes quantidades de stock nas nossas lojas, nos armazéns e em trânsito; se não tomarmos esta medida agora estaríamos a assumir a chegada de mais artigos que simplesmente não podemos vender”, acrescentou.

“É uma ação sem precedentes para tempos sem precedentes e, honestamente, inimagináveis”, conclui.

Já na semana passada, a Primark estimava que o encerramento das lojas de França, Espanha e Áustria, as primeiras a fechar, implicasse perdas de 200 milhões de euros.

 

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