Guerra comercial EUA-China

Primeira fase do acordo comercial entre EUA e China assinada em 15 de janeiro

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Donald Trump e presidente chinês Xi Jinping no G20 de junho de 2019, em Osaka, Japão, (REUTERS/Kevin Lamarque)

A "fase um" do acordo deverá ser mais pequena do que o acordo geral que Trump almejava. Alguns dos assuntos mais quentes ficam para 2021.

O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) anunciou hoje que a primeira fase do acordo comercial com a China será firmada em meados de janeiro, e que irá depois a Pequim iniciar conversações sobre uma segunda fase.

“Vou assinar em 15 de janeiro uma grande e abrangente ‘fase um’ do acordo comercial com a China. A cerimónia vai decorrer na Casa Branca e estarão presentes altos representantes chineses”, transmitiu Donald Trump na sua conta na rede social ‘Twitter’.

O Presidente americano anunciou também que mais tarde irá deslocar-se a Pequim “para iniciar conversações sobre a fase dois” do acordo, mas não apontou uma data concreta para a viagem.

A “fase um” do acordo deverá ser mais pequena do que o acordo geral que Trump almejava e remete para conversas futuras alguns dos assuntos mais quentes entre os dois países. De acordo com a Associated Press, poucos economistas esperam a resolução da “fase dois” antes das eleições presidenciais de 2020.

As duas nações também ainda não revelaram documentação detalhada sobre o acordo.

Em meados de dezembro, China e Estados Unidos anunciaram um acordo parcial para colocar fim a um conflito comercial que dura há quase dois anos, suspendendo tarifas retaliatórias que entrariam em vigor no domingo.

“Iniciaremos negociações da Fase Dois do acordo imediatamente, em vez de esperar por depois das eleições de 2020”, escreveu hoje o Presidente norte-americano, Donald Trump, na sua conta pessoal da rede social Twitter, referindo-se a uma nova etapa das negociações com a China.

Do lado chinês, o vice-ministro do Comércio, Wang Shouwen, disse numa conferência de Imprensa que os dois lados tinham chegado a uma primeira fase do acordo comercial, que inclui o entendimento sobre matérias como a transferência de tecnologia, propriedade intelectual, expansão comercial e estabelecimentos de mecanismos de resolução de disputas.

O chefe de assuntos internacionais da Câmara de Comércio dos EUA, Myron Brilliant, esclareceu que este acordo parcial levou os Estados Unidos a suspender o plano de impor tarifas de 160 mil milhões de dólares (quase 150 mil milhões de euros) em importações chinesas, que deveria arrancar no domingo.

Os Estados Unidos comprometem-se igualmente a eliminar progressivamente as acusações que pendiam sobre China, no diferendo comercial.

Em troca, a China compromete-se a comprar mais produtos agrícolas dos EUA, a aumentar o acesso das empresas norte-americanas ao mercado chinês e a reforçar a proteção imediata de direitos de propriedade intelectual.

“Este é um acordo fantástico para nós!”, exclamou Donald Trump no ‘Twitter’, justificando a decisão de suspender a aplicação de novas tarifas retaliatórias e a vontade de iniciar em breve uma nova fase do acordo comercial.

Desde julho de 2018, os Estados Unidos tinham imposto tarifas retaliatórias de mais de cerca de 360 mil milhões de dólares (mais de 300 mil milhões de euros) sobre produtos chineses, com Pequim a responder tributando acrescidamente cerca de 120 mil milhões de dólares (mais de 100 mil milhões de euros) em exportações dos EUA.

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