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Principais bancos em Portugal vão continuar a reduzir exposição ao imobiliário

Fotografia: REUTERS/Brendan McDermid
Fotografia: REUTERS/Brendan McDermid

Num relatório focado nas perspetivas para o setor bancário europeu, a Fitch aponta que os bancos vão focar-se na digitalização e na redução de custos

Num relatório focado nas perspetivas para o setor bancário da Europa ocidental em 2020, a agência de rating Fitch aponta que os bancos portugueses vão focar-se na digitalização e na redução de custos.

Tendo por base o cenário dos principais seis bancos nacionais, a Fitch acredita que as instituições financeiras continuarão a enfrentar um cenário de pressão em 2020, resultante “das baixas taxas de juro, da elevada concorrência de um setor sobrecarregado e com perspetivas de crescimento de crédito limitadas.”

Ainda assim, a agência de notação financeira defende que os “bancos possam vir a reduzir os riscos com outros ativos problemáticos em 2020, onde o progresso foi limitado até 2018”. Isto pode traduzir-se numa redução da exposição ao imobiliário, propriedades de investimento e fundos.

O relatório da Fitch sugere ainda que o setor vá gradualmente convergir para um rácio de crédito malparado de 5 a 6% durante os próximos dois a três anos. Este rácio, diz ainda a agência, estava situado em cerca de 9%, no final do primeiro semestre deste ano, e deverá ficar abaixo dos 7% no final de 2020.

O rácio de eficiência do setor bancário português situa-se acima da média europeia, nota a Fitch, estando próximo dos 55% no primeiro semestre de 2019.

Aposta na digitalização

Os bancos passarão a investir em “tecnologia e sistemas e a redesenhar os seus modelos de negócios, no curto e médio prazo”, algo que poderá suceder através de “diversificação de atividades que possam gerar receita e através de parcerias com outras instituições financeiras”, afirma a Fitch.

“A longo prazo, acreditamos que o setor bancário português atravessará uma nova fase de consolidação, que deve resultar em modelos de negócio mais resilientes e que, em última análise, vai ser positivo para os perfis de crédito dos bancos”, acrescenta.

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