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Prio investe 31 milhões de euros até 2025 para expandir rede de gasolineiras

Luís Martins, administrador da Prio
( Álvaro Isidoro / Global Imagens )
Luís Martins, administrador da Prio ( Álvaro Isidoro / Global Imagens )

Dos atuais 250 postos de combustível espalhados pelo país, a empresa quer crescer para uma rede de mais de 300 bombas.

A Prio está de olho em novas oportunidades de negócio na mobilidade elétrica, com um investimento de um milhão de euros até 2020 na transformação e crescimento da sua rede própria de pontos de carregamento de veículos elétricos. Mas a grande aposta da empresa nos próximos anos continua a ser nos combustíveis fósseis, como a gasolina e o gasóleo, e nos biocombustíveis. Até meados da próxima década, a Prio vai investir 30 milhões de euros na expansão da atual rede de cerca de 250 gasolineiras a nível nacional.

“Temos prevista uma expansão da rede. Neste momento temos cerca de 20 contratos assinados para novos postos de combustível em novas vias e novos centros de consumo. E mais 55 contratos em análise. Ao todo, são 31 milhões de euros de investimento em curso, até 2025 teremos essa expansão concluída”, disse Luís Martins, administrador da Prio, ao Dinheiro Vivo. Além da expansão da rede, somam-se ainda novos serviços nas bombas, como espaços de parafarmácia (com 15 já instaladas) e ainda um serviço de e-commerce com entregas nos postos.

Com capital 100% português, a Prio nasceu em 2006, dentro do grupo Martifer, ligada aos biocombustíveis. O grupo estava então a diversificar a sua atividade para as energias renováveis. Em 2012, quando mudou a sua posição acionista, a empresa tinha já 7% de quota de mercado e acabado de lançar a mobilidade elétrica, uma das sete áreas de negócio atuais. Depois disso autonomizou-se e chega aos dias de hoje com a distribuição e comercialização de combustíveis líquidos e a produção e exportação de biocombustíveis como atividade principal.

“Somos uma empresa de energia, nascemos nos biocombustíveis, mas evoluímos para o gasóleo e gasolina. Respondemos às necessidades das pessoas. Temos de viver o dia-a-dia numa sociedade tal como ela existe e por isso continuamos a apostar na energia fóssil”, diz Luís Martins. “Entregaram-me a empresa com dois postos de abastecimento e 17 milhões de litros de combustível. Durante 11 anos, a Prio teve um crescimento de 20% ao ano, o que nos leva neste ano a faturar mil milhões de euros.” Por mês, garante, são cinco milhões de abastecimentos na rede Prio.

Com o início dos pagamentos nos postos de carregamento rápido de veículos elétricos, a 1 de novembro, a Prio anunciou agora um investimento adicional de cerca de um milhão de euros até 2020 para transformar e fazer crescer a sua rede atual. Na prática, são quase 150 “tomadas” espalhadas pelo país que, até ao final da década, evoluirão tecnologicamente para garantir um abastecimento mais rápido de veículos elétricos (a 50 kWh). A estas, vão ainda juntar-se mais 50 novos pontos de carregamento em locais estratégicos. Entre 2012 e 2018, a Prio investiu dois milhões de euros na mobilidade elétrica e injetou mais de 1000 Mw de energia elétrica de forma gratuita na sua rede de carregadores privada e complementar à rede pública da Mobi.E. Uma “borla” que só neste ano já custou à empresa 120 mil euros.

Na mobilidade elétrica, a Prio compete com as gigantes Galp Power e EDP Comercial, mas Luís Martins garante que a empresa não vai entrar, para já, na comercialização de eletricidade para o mercado residencial. “Podemos entrar nesse mercado, mas não queremos, não está na nossa estratégia. Vamos manter-nos na eletricidade apenas para a mobilidade, é por isso que apostamos no fast charge”, disse o administrador.

A estratégia passa por novos postos Prio, em que coabitam as bombas para abastecimento de gasóleo e gasolina e os pontos de carregamento rápido de veículos elétricos. “Os combustíveis fósseis ainda são os mais procurados e nós respondemos a essa necessidade dos clientes. O nosso modelo de negócio é de eficiência, com uma aposta na redução de custos e maior rotação para entregar valor ao cliente. Um abastecimento de combustível demora 1,5 minutos na bomba, um terço do tempo face às outras gasolineiras do mercado, um carregamento elétrico nunca demora menos de 10 minutos, com a média a rondar os 25 minutos”, refere Luís Martins.

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