Mobilidade Elétrica

Prio investe um milhão de euros para ter 200 pontos de carregamento rápido

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A empresa vai transformar os seus postos normais em rápidos e fazer crescer a rede em 50 novos postos

A Prio vai fazer um investimento adicional de cerca de um milhão de euros até 2020 para transformar e fazer crescer a sua rede atual de 150 pontos de carregamento de veículos elétricos para 200 pontos “fast charge”, ou seja, com uma capacidade de 50 kWh. Entre 2012 e 2018 a Prio já investiu dois milhões de euros na sua rede de postos de carregamento elétrico.

O objetivo foi avançado esta quarta-feira aos jornalistas por Luís Martins, o administrador da Prio responsável pela área da mobilidade elétrica, a menos de um mês dos carregamentos elétricos nos postos de carregamento rápido começarem a ser pagos pelos utilizadores, o que acontecerá já a partir de 1 de novembro. Luís Martins sublinhou que a Prio já injetou mais de 1000 MW de energia elétrica de forma gratuita na sua rede de carregadores, que é privada e complementar à rede pública da Mobi.E, uma “borla” que só este ano já custou à empresa 120 mil euros, a uma média mensal de 10 mil euros de prejuízo.

Neste momento a empresa tem apenas cinco postos de carregamento rápido (com 11 pontos de ligação, no Porto, Coimbra, Lisboa, Sintra e Cascais) e 80 postos normais (85 no total), em 56 localizações diferentes em todo o país. Na prática são quase 150 “tomadas” que até ao final da década evoluirão tecnologicamente para garantir um abastecimento mais rápido de veículos elétricos. A estas, vão ainda juntar-se mais 50 novos pontos de carregamento em locais estratégicos. O investimento será sobretudo na tecnologia, já que a rede da Prio está desenvolvida no terreno e a operar, mas o valor de um milhão de dólares poderá vir a ser superior tendo em conta a evolução tecnológica no setor da mobilidade elétrica.

“Até 2030 a mobilidade elétrica será incontornável”, disse Luís Martins.

Enquanto um dos quatro comercializadores de energia para a mobilidade elétrica (CEME), a Prio já divulgou os preços que cobrará aos seus clientes a partir do próximo mês: 6 cêntimos por minuto nas horas de vazio em tarifa bi-horária, e 7 cêntimos por minuto fora de vazio na mesma tarifa. De fora ficam os custos correspondentes à Tarifa de Acesso à Rede (TAR), o Imposto Especial de Consumo (IEC) e o IVA

Para já a Prio é a única empresa que apresenta os seus preços por minuto de carregamento enquanto os outros CEME – Galp Power, EDP Comercial e eVaz – cobram aos clientes um valor por cada MWh carregado.

Revelados os tarifários dos operadores dos postos e também dos comercializadores de energia elétrica, a Associação de Utilizadores de veículos Elétricos (UVE) já fez as contas e concluiu que 3,20 euros é o preço mais barato para um carregamento rápido de 30 minutos, efetuado num posto de carregamento rápido, para um consumo médio de 15 kWh/100 km, utilizando uma tarifa bi-horária (fora de vazio). Isto no caso de um cliente do CEME EDP abastecer num posto da Prio. No extremo oposto, o carregamento mais caro ficará a 9,88 euros para um cliente do CEME Prio que abasteça num posto operado pela Cepsa. Olhando apenas para os valores médios, os cálculos da UVE colocam a Prio no preço mais alto por carregamento.

Luís Martins rejeita a ideia e reforçou várias vezes que “abastecer com cartão Prio Electrictem qualquer ponto nacional é sempre mais económico que abastecer com o cartão de qualquer outro comercializador”. A prova, garante, será feita quando os clientes começarem a receber as faturas dos primeiros carregamentos.

Além de CEME, a Prio atua também como operador de posto de carregamento (OPC), tendo decidido não cobrar para já a taxa devida pelo serviço de operação, anunciou Luís Martins. “Já oferecemos há 8 anos, podemos oferecer mais um bocadinho”, disse o administrador. A “oferta” deste valor acontecerá em novembro e dezembro, passando a ser pago em janeiro de 2019 quando a Prio anunciar os seus tarifários enquanto OPC. “O perfil de utilização dos postos é que vai definir os preços. Mas posso já avançar que não vamos cobrar taxa de ativação, ao contrário de outras empresas”, disse, explicando que o objetivo é “potenciar ao máximo a rotação nos pontos de carregamento para conseguir valores mais baixos”.

“Não gostamos de quem chega, liga o carro ao posto, fica parado, vai às compras e tira lugar a outro”, disse Luís Martins. Nos postos de carregamento elétrico da Prio o tempo médio de utilização é de 25 minutos, disse o responsável, acrescentando que a futura capacidade de carregamento a 50 kWh permitirá abastecer a energia necessária para percorrer 100 a 150 km em meia hora.

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