Aeroportos

Privatização da ANA “foi um péssimo negócio para o Estado”

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, que tutela a CP em conjunto com o Ministério das Finanças. (JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA)
O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, que tutela a CP em conjunto com o Ministério das Finanças. (JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA)

Pedro Nuno Santos diz que a privatização da ANA lesou o interesse nacional, tratando-se de um negócio "com a maior taxa de rentabilidade do país".

A privatização da ANA – Aeroportos foi um negócio “ruinoso” para o Estado, considera o ministro das Infraestruturas e da Habitação. Pedro Nuno Santos não poupa palavras contra a venda pelo governo de Pedro Passos Coelho da empresa que gere os aeroportos nacionais, aos franceses da Vinci. “Foi um péssimo negócio para o Estado, foi a privatização mais danosa para o interesse público e não há forma doce de o dizer”, afirma o governante em entrevista ao semanário Expresso.

Questionado sobre porque é que o negócio não foi revertido, como aconteceu com a TAP, o ministro sublinhou que o processo de privatização da TAP ainda não estava concluído, e que “o Estado não está impedido de recuperar o controlo de qualquer empresa, mas que “não foi essa a opção”. Pedro Nuno Santos considera que a “privatização da ANA constituiu um dano muito significativo para o interesse nacional e para o país. Podemos estar a falar do negócio com a maior taxa de rentabilidade do país”, afirma.

O aeroporto do Montijo é para avançar: “Não temos o direito de voltar a ponderar localizações para um novo aeroporto na região de Lisboa depois de o país estar à espera de uma decisão há 50 anos”, reiterou. O ministro acredita que “é a melhor solução, porque é a mais próxima de Lisboa, a mais fácil de executar e a mais barata”.

Mas só haverá aeroporto se as obrigações que resultaram do estudo de impacto ambiental da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) forem cumpridas afirma o governante, que deixa alguns recados à ANA.

“Queremos rever alguns aspetos, nomeadamente a comparticipação da ANA em alguns investimentos, como é o caso das acessibilidades”, avança, depois de a empresa ter vindo a contestar a compra de dois barcos para fazer a ligação Seixalinho-Cais do Sodré, que está entre as medidas de compensação pedidas no estudo de impacto ambiental. A ANA recorreu da decisão, e a “APA analisa e vai agora tomar uma decisão. Depois de a APA tomar a decisão, a ANA tem de cumprir”, avisa.

Pedro Nuno Santos frisa que se trata de “uma empresa que desde que foi privatizada conseguiu realizar em receitas mais de mil milhões de euros do que esperava inicialmente”.

 

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